ARTIGO
DIAS ATUAIS: PRENÚNCIO DA VOLTA DE
CRISTO
CURSO DE HOMILÉTICA DA ASSEMBLEIA DE
DEUS CAMPO ANGELIM
SOUSA, Antonio Ferreira de
FERREIRA, Edson
MARINHO, Francisca da Silva et al
RESUMO
Este artigo busca
apresentar e ampliar conhecimentos sobre o prenùncio da volta de Cristo.
Analisar e compreender os sinais do retorno dele, conforme a Bíblia. A relevância
está sua em sua essência, e vem sendo discutido por teólogos, historiadores e
curiosos, desde a ascensão de Cristo. Serão mesmo, os últimos acontecimentos
sociais, econômicos e naturais, fatos que antecedem a volta de Jesus Cristo?
Entende-se que o tema é importante e abrangente não só para os pesquisadores,
bem como para os leitores que desejam conhecer mais sobre os sinais que
antecedem a sua volta. Nessa linha de raciocínio, apresenta-se uma reflexão
sobre os dias atuais quanto a prenúncia da sua volta.
Palavras-chave: Sinais da volta
Cristo; Rumores de guerra; Globalização; Pandemia; Vigilância.
1. INTRODUÇÃO
Os sinais
concernentes à volta de Cristo mostram-se claros e inequívocos, que
confrontados com os jornais da mídia televisiva, de imediato alertam-nos: Jesus
está voltando! Não deve-se encarar esses acontecimentos, de maneira pessimista
e ansiosa, pois o Senhor assegura, aos cristãos, que estes são prenúncio da
redenção desses.
Esta
temática não tem como escopo provocar medo e preocupações, mas mostrar o que
está prestes a acontecer (Ap 22.6), tranquilizar o povo de Deus quantos aos
últimos acontecimentos (Jo 14.6) e alertar a todos que o Noivo está chegando
(Ap 22.17,20).
Frente ao
exposto este trabalho objetiva analisar os eventos atuais nos mais diversos
ramos das ciências social, política, natureza, econômica e compara-las com
referencial bíblico e ainda destacar o que os autores cristãos têm abordado
sobre o referido tema.
É
imprescindível destacar, neste a cronologia dos fatos. Segundo Godoi (2020),
não deve-se, apenas, fazer associação de longe, há tempos, ou aos tempos da
atualidade associado ao evento que está muito perto de acontecer, já que não se
sabe o dia e nem hora, cuja recomendação prática é conforme: “vigiais pois, porque não sabeis quando virá o senhor
da casa; se à tarde, se à meia noite, se ao cantar do galo, se pela manhã” (Mc
13.35),
que
haja vigilância quanto aos que acreditam em Jesus Cristo como salvador: “quando
virmos todas estas coisas, sabei que ele está próximo” (Mt 24.33).
Ao procurar
analisar e compreender os sinais do retorno de Cristo, conforme escrito na
Bíblia Sagrada, a questão é: serão mesmo os últimos acontecimentos sociais,
econômicos e naturais fatos que antecedem a volta de Jesus Cristo? Para tanto,
conforme os atuais acontecimentos, os episódios tornam-se mais que evidentes e
pode-se deduzir que o retorno de Jesus está próximo. Cristo voltará a qualquer
momento e é preciso estar atentos, pois o dia e a hora ninguém sabe: “Por isso,
estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que
não penseis” (Mt 24.44).
2 METODOLOGIA
Este artigo tem como fim o cumprimento de pré-requisito
para conclusão de curso de extensão em Homilética. Enquanto cristãos, nossa
base e diretriz é a Bíblia Sagrada, a qual desperta-nos a vigiarmos a todo
instante. Fundamentado no Evangelho de Lucas 21.25, para um tema de alto valor,
apresentam-se os desdobramentos que antecedem a vinda de Cristo, alertando os
Cristãos para uma vida de reflexão e vigilância.
Quanto ao procedimento metodológico, utilizou-se a revisão
bibliográfica e o método comparativo, pois adicionalmente às Sagradas
Escrituras, consultou-se livros, revistas, internet
e analisou-se os certos acontecimentos de elevada magnitude sobre a
temática, tais como sinais epidêmicos, missiológicos, sociológicos, elementos
estes preditos pelos profetas, inclusive abalos sísmicos e astronômicos.
3.
PRENÚNCIO DA VOLTA DE CRISTO
Para compreender melhor a volta de Cristo, é necessário
aprender o conceito de escatologia. De acordo com Lima (2016), a palavra
escatologia tem origem em dois termos gregos: escathos, que significa “último”, e logos que significa “estudo”. O termo grego cognato é eschata, que significa “últimas coisas”.
Daí vem a expressão “estudo” ou “doutrina” das últimas coisas”.
Assim,
segundo os pre-milenistas, os cristãos deverão estar vigilantes sobre os eventos que antecedem a volta de Cristo. A
Bíblia nos orienta a estar observando,
pois, num abrir fechar de olhos o nosso Redentor voltará (Ap 1.7). O Apóstolo
Pedro nos aconselha a examinar as escrituras e nos orienta com palavras fieis e verdadeiras. Temos mui
firme as palavras dos profetas, a qual bem fazia
em estarem atentos, vigilantes, como a luz, que alumia em lugar escuro, até o
dia amanhecer e as
estrelas da alva aparecer em nossos corações.
O verbo vigiar na língua portuguesa apresenta como
significado: observar com atenção; estar atento a observar secreta ou
ocultamente; espreitar, espionar, cuidar com atenção; velar, fazer fiscalização
de; controlar, verificar, permanecer atento, alerta ou desperto; ficar de
sentinela, precaver-se, acautelar-se. E o dicionário bíblico trata do termo de
maneira mais litúrgico religiosa; a diferença de conceitos não está na essência
da ação verbal, mas sim na sua aplicação. No contexto vigiar, que vem do grego Parusia é um dos pilares da moral cristã
e remete a ideia da vinda de Jesus Cristo. É preciso vigiar nas tentações. Os
anciãos de Éfeso devem vigiar nos combates pela fé, vigilância tende a manifestar-se nas vigílias litúrgicas e na
oração (Dicionário Bíblico online, 2020).
Compreende-se que a vigilância tem base científica e o
conceito de vigiar da ciência não perde a valia. Pois os sinais da volta de
Cristo, são cada vez mais fortes e nítidos e nos leva a compreender, que
devemos estar acreditando nos valores bíblicos.
O Senhor voltará e assim o teólogo Norman Geisler pondera,
sobre esta questão, ao acreditar que o tema é limitado, que Cristo chegará a
qualquer momento, e que a condição eterna da alma humana está em questão,
exacerbada a concepção de que qualquer hora poderá ser a nossa última hora de
orar por alguém aceitando a Jesus (Geisler, 2010).
Lima (2016) alerta que Jesus virá buscar todos os que amam
sua vinda. Indaga que a Igreja deve estar alerta pois o retorno de Cristo está
mais perto do que podemos imaginar. O autor difere a segunda vinda em duas
fases. A primeira é o arrebatamento da igreja. A segunda é quanto Ele virá com
os santos e com anjos trazendo juízo contra todos os ímpios (Ap 19.14).
Sobre os sinais Lima (2016) ressalta ainda que devem ser
diferenciados dois grupos de sinais: a) os sinais na vida da igreja, tais como:
os falsos cristos e falsos profetas, isto exige a leitura da palavra de Deus
para não sermos enganados; a
apostasia
ou abono premeditado e consciente da fé cristã; as doutrinas de falsos
demônios, ou falsos mestres que deturpam as Escrituras, mediante doutrinas, por
exemplo, “Confissão Positiva”, “Culto dos Anjos”, etc.; e as grandes
perseguições dos crentes (Mt. 24.9). b) Sinais nos céus da vinda de Cristo:
grandes terremotos, fomes, pestilências, coisas espantosas e grandes sinais (Lc
21.11). Ressalta que tais sinais são sinais e não datas. Exemplos reais, além
de terremotos, das primeira e segunda grandes guerras mundiais estão explanados
a seguir.
A grande questão é que os cristãos devem aprimorar a
vigilância, sem demasiada atenção (Mt 24:4-5). Devemos manter nossa atenção
fixada em Jesus, numa expectativa de atenção aos seguintes sinais que antecedem
a sua volta, cujos fatos agrupados a seguir são notórios na história da
humanidade:
a)
Os sinais missiológicos. Nos dias
atuais, tornou-se acessível à pregação do evangelho através dos avanços tecnológico,
científico, tais como: a internet,
televisão e outros sendo assim milhões de pessoas são alcançadas ao mesmo
tempo, a palavra de Deus, tem sido pregada em todo mundo, e os cristãos têm
sido despertados para o evangelismo mundial. A volta de Cristo é um fator
iminente e temos motivos pra levar as boas novas
(Evangelho).
b)
Os sinais sociológicos. A fome é um
dos sinais evidente da volta de Cristo, estudiosos afirmam que a fome oculta,
possui outra característica. É aquela na qual o indivíduo não ingere a
quantidade mínima de calorias diária. O resultado disso é a desnutrição ou
subnutrição, que assola milhões de pessoas em todo mundo. A subnutrição
fragiliza a saúde tornando a pessoa acessível a doenças. Mediante a todos os
esforços mundiais a fome é ainda um inimigo a ser vencido.
c)
Os sinais Epidêmicos. A ciência
médica tem enfrentado obstáculos e desafios. Na era apocalípticas o número de
doenças que se alastra sobre a humanidade tem sido alarmante e devastador.
Muita doença tem inquietado o mundo, tais como: A gripe (H1N1), Síndrome de
deficiência Imunológica adquirida (AIDS), bem como outras doenças como exemplo
a Peste Negra, que matou milhões de
pessoas na idade média.
Diante de tantos avanços as doenças ainda se apresentam
como sinais dos tempos. Atualmente tem-se a pandemia provocada pelo Novo
Coronavírus ou COVID-19. Ela foi identificada em dezembro de 2019 na China e
está causando medo, pânico, em todo mundo. O cenário é semelhante ao que
aconteceu em outros momentos da história da humanidade, em que as doenças se
espalharam
e
causaram grande número de registro de óbitos e perdas em todos os setores da
humanidade.
d)
Os sinais Sísmicos. Em 17 de agosto
de 1999, a Turquia foi sacodida por um terremoto de apenas 4.5 segundos de duração.
A frequência foi de 7.4 na escala. Richter, o saldo foi catastrófico: 15 mil
mortos e mais 30 mil feridos (Fonte: telejornal hoje de 05/11/1999). É
impossível prever o surgimento de novos terremotos, dentre outros abalos como:
tsunami, vendaval, tornados, enchentes.
e)
Os sinais Astronômicos. De acordo
com a Bíblia, Cristo e Joel profetizaram que haveria sinais astronômicos (Joel
12.31, Mc 13.24-25). Profetizou também, que antes de voltar o sol escurecerá, a
lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos
céus serão abalados (Mt 24.29).
Apesar de tantos avanços na história da humanidade, Rm 8.22
diz que a natureza geme e está juntamente com dores de parto até agora. A
profecia fala de sinais no sol, na lua. Logo em seguida a tribulação daqueles
dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade e as estrelas cairão do
firmamento e os poderes dos céus serão abalados (Mt 24.29).
Segundo Timm (2010), a segunda vinda de Cristo seria
precedida por um grande terremoto, em como sinais cósmicos no sol, na lua e nas
estrelas (Jl 2.31, Mt. 24.24, Mc13.24-25, Lc 21.24, Ap. 6.12). Os adventistas
creram que esses sinais se cumpriram respectivamente com um terremoto de Lisboa
no dia 1º de novembro de 1755; o escurecimento no sol e a lua em cor de sangue,
em 19 de maio de 1780; e a queda das
estrelas, na noite de 13 de novembro de 1833. Mas
pelo menos três argumentos básicos têm sido usados contra tais
identificações. Um desses argumentos não passariam de fenômenos naturais,
reincidentes e explicáveis cientificamente, que não poderiam ser considerados
cumprimentos proféticos.
Outros argumentos usados contra as identificações acima,
segundo Timm (2010), é que elas já estão demasiadamente distantes da segunda
vida de Jesus para ainda ser considerados sinais desses eventos. Cristo deixou
claro que esses sinais deveriam ocorrer logo em seguida a tribulação daqueles
dias (Mat 24.29). Um terceiro argumento contra tais identificações é o
terremoto de Lisboa em 1755, não foi o mais intenso abalo sísmico, já
registrado. O terremoto de Lisboa foi o mais significativo, em termos
proféticos. Os sinais cósmicos mencionados especificamente pelo profeta Joel
(Jl 2.31), por Cristo (Mt 24.29, Mc 13.24-25) e pelo apostolo João (Ap 6.12) se
cumpriram, respectivamente, em 1755, 1780 e
1833.
Agora outro evento que pode-se
destacar é a globalização que para Portela Neto (2020) é um termo utilizado
como a corrente econômica que defende a utilização máxima dos recursos mundiais
(globais) com poucas movimentações regionais,
nacionais ou continentais.
Num outro sentido
mais amplo, a
palavra globalização tem sido utilizada para se referir ao progresso dos
meios de comunicação e aos avanços na área de transportes, aproximando as pessoas
em escala mundial. Em todas essas utilizações está implícito o esforço humano,
no sentido de abranger o globo terrestre com suas ações e esforços, muitas
vezes sem medir as consequências para os demais caracteriza a política de
várias nações e o meio de operação de várias empresas ou corporações.
Esta questão poderia ser discorrida
neste trabalho, não com muitos pormenores, haja vista, que a globalização é um
evento que sua antecedência a outros fatos escatológicos que são posteriores a
segunda vinda de Jesus Cristo a Terra. No entanto a segunda vinda de Jesus
Cristo, da qual estamos descrevendo os eventos que precederão a sua vinda, será
um evento de cunho global, onde todo olho o verá do mesmo modo quando ele foi
assunto ao céu (At 1.11).
Portanto, vivemos em cultura na qual a “febre” é
assustadora e muitos tentam fugir da realidade escrita na bíblia, sobre os
prenúncios do retorno de Cristo. A ênfase está na necessidade de ser vigilante
sem demasia e sem apoiar em princípios enganadores, mas buscar a fonte
verdadeira, dos avanços futuros. Analisando as profecias pronunciadas pelos
profetas, entende-se que a sensatez no uso da vigilância é valiosa, na reflexão
dos prenúncios que estão em evidência ao retorno de Cristo. Em Mt 24.42,
observa-se o seguinte: “vigiai, porque não sabeis em que hora e dia, vem o
nosso Senhor”. No entanto, não foi nossa intenção abordar todos os aspectos que
antecedem os sinais da vinda de Cristo, mas contundo alertar sobre, ser
vigilante nos dias atuais. A nossa esperança está na expectativa da volta do
cordeiro de Deus.
4.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Estudo sobre os prenúncios da volta de Cristo é hoje tão
atual como foi no século passado. A intensidade dos sinais da volta de Cristo
nos dias atuais, no leva a conclusão de que algo extraordinário está para
acontecer. Conforme os fatos em evidência é valiosa a importância dos Cristãos
manterem-se em “vigilância” na
expectativa
da volta de Cristo. Em um mundo corrompido e desafiador, estamos preparados
para o retorno de Cristo? Entre outros sinais em vislumbre fizemos menção
daqueles que em entendemos ser atuais e relevantes em nossos dias, tais como:
rumores de guerras, globalização, avanço da ciência, pandemia.
“E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na
terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas”
(Lc 21.25). Diante de todos os fatos ocorridos nos últimos tempos envolvendo o
avanço tecnológico, catástrofes naturais, pestes e às vezes o clima tenso entre
as nações, podemos afirmar com
convicção que estamos vivendo os dias finais que antecedem a vinda de cristo,
pois todos estes acontecimentos corroboram com os sinais expostos em Mt
24.1-14. Lc 21.28 ratificam: “Ora quando estas coisas começarem acontecer,
olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima”.
Muitas abordagens poderiam ter sido feitas a partir do tema
em questão, especificamente, quanto ao avanço da globalização e da tecnologia,
temas esses para os quais sugerem-se novas pesquisas com vistas aprofundar a temática.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, João Ferreira de. A Bíblia Sagrada.
Revista corrigida no Brasil. Sociedade bíblica do Brasil. São Paulo 1998.
Dicionário Bíblico online. Vigilância.
Disponível em: < https://www.dicionariobiblico.com.br/vigilancia/>
Acesso em: 15 dez 2020.
GEISLER,
Norman. Teologia sistemática. Pecado,
Salvação, a Igreja, as últimas coisas. 1º Edição. CPAD: Rio de Janeiro, 2010.
GODOI, Bruno Silva. Kairós e
Chronos na Bíblia. CACP - Ministério Apologético, 25 out 2020. Disponível
em: < http://www.cacp.org.br/kairos-e-chronos-na-biblia/>.
Acesso em: 15 ou 2020.
LIMA, Elinaldo Renovato de. O final de todas as coisas: Esperança e
glória para os salvos. Lições Bíblicas. 1º
Trimestre de 2016. CPAD, Rio de Janeiro, 2016.
PORTELA NETO, F. Solano. Globalização:
uma visão bíblica e histórica do conceito. Teologia
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TIMM, Alberto. Os Sinais cósmicos mencionados
em Mateus 24:29 ainda estão para se cumprir? Bíblia.com.br, 2010. Disponível em: < https://biblia.com.br/perguntas-
biblicas/os-sinais-cosmicos-mencionados-em-mateus-2429-ainda-estao-para-se- cumprir/> Acesso em 15 dez 2020.
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