quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

 ARTIGO

DIAS ATUAIS: PRENÚNCIO DA VOLTA DE CRISTO

CURSO DE HOMILÉTICA DA ASSEMBLEIA DE DEUS CAMPO ANGELIM

SOUSA, Antonio Ferreira de

FERREIRA, Edson

MARINHO, Francisca da Silva et al

 

 

RESUMO

 

Este artigo busca apresentar e ampliar conhecimentos sobre o prenùncio da volta de Cristo. Analisar e compreender os sinais do retorno dele, conforme a Bíblia. A relevância está sua em sua essência, e vem sendo discutido por teólogos, historiadores e curiosos, desde a ascensão de Cristo. Serão mesmo, os últimos acontecimentos sociais, econômicos e naturais, fatos que antecedem a volta de Jesus Cristo? Entende-se que o tema é importante e abrangente não só para os pesquisadores, bem como para os leitores que desejam conhecer mais sobre os sinais que antecedem a sua volta. Nessa linha de raciocínio, apresenta-se uma reflexão sobre os dias atuais quanto a prenúncia da sua volta.

 

Palavras-chave: Sinais da volta Cristo; Rumores de guerra; Globalização; Pandemia; Vigilância.

1. INTRODUÇÃO

          Os sinais concernentes à volta de Cristo mostram-se claros e inequívocos, que confrontados com os jornais da mídia televisiva, de imediato alertam-nos: Jesus está voltando! Não deve-se encarar esses acontecimentos, de maneira pessimista e ansiosa, pois o Senhor assegura, aos cristãos, que estes são prenúncio da redenção desses.

          Esta temática não tem como escopo provocar medo e preocupações, mas mostrar o que está prestes a acontecer (Ap 22.6), tranquilizar o povo de Deus quantos aos últimos acontecimentos (Jo 14.6) e alertar a todos que o Noivo está chegando (Ap 22.17,20).

          Frente ao exposto este trabalho objetiva analisar os eventos atuais nos mais diversos ramos das ciências social, política, natureza, econômica e compara-las com referencial bíblico e ainda destacar o que os autores cristãos têm abordado sobre o referido tema.

          É imprescindível destacar, neste a cronologia dos fatos. Segundo Godoi (2020), não deve-se, apenas, fazer associação de longe, há tempos, ou aos tempos da atualidade associado ao evento que está muito perto de acontecer, já que não se sabe o dia e nem hora, cuja recomendação prática é conforme: “vigiais pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia noite, se ao cantar do galo, se pela manhã” (Mc 13.35),


que haja vigilância quanto aos que acreditam em Jesus Cristo como salvador: “quando virmos todas estas coisas, sabei que ele está próximo” (Mt 24.33).

          Ao procurar analisar e compreender os sinais do retorno de Cristo, conforme escrito na Bíblia Sagrada, a questão é: serão mesmo os últimos acontecimentos sociais, econômicos e naturais fatos que antecedem a volta de Jesus Cristo? Para tanto, conforme os atuais acontecimentos, os episódios tornam-se mais que evidentes e pode-se deduzir que o retorno de Jesus está próximo. Cristo voltará a qualquer momento e é preciso estar atentos, pois o dia e a hora ninguém sabe: “Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis” (Mt 24.44).

 

2 METODOLOGIA

 

 

Este artigo tem como fim o cumprimento de pré-requisito para conclusão de curso de extensão em Homilética. Enquanto cristãos, nossa base e diretriz é a Bíblia Sagrada, a qual desperta-nos a vigiarmos a todo instante. Fundamentado no Evangelho de Lucas 21.25, para um tema de alto valor, apresentam-se os desdobramentos que antecedem a vinda de Cristo, alertando os Cristãos para uma vida de reflexão e vigilância.

Quanto ao procedimento metodológico, utilizou-se a revisão bibliográfica e o método comparativo, pois adicionalmente às Sagradas Escrituras, consultou-se livros, revistas, internet e analisou-se os certos acontecimentos de elevada magnitude sobre a temática, tais como sinais epidêmicos, missiológicos, sociológicos, elementos estes preditos pelos profetas, inclusive abalos sísmicos e astronômicos.

 

3.   PRENÚNCIO DA VOLTA DE CRISTO

 

Para compreender melhor a volta de Cristo, é necessário aprender o conceito de escatologia. De acordo com Lima (2016), a palavra escatologia tem origem em dois termos gregos: escathos, que significa “último”, e logos que significa “estudo”. O termo grego cognato é eschata, que significa “últimas coisas”. Daí vem a expressão “estudo” ou “doutrina” das últimas coisas”.


Assim, segundo os pre-milenistas, os cristãos deverão estar vigilantes sobre os eventos que antecedem a volta de Cristo. A Bíblia nos orienta a estar observando, pois, num abrir fechar de olhos o nosso Redentor voltará (Ap 1.7). O Apóstolo Pedro nos aconselha a examinar as escrituras e nos orienta com palavras fieis e verdadeiras. Temos mui firme as palavras dos profetas, a qual bem fazia em estarem atentos, vigilantes, como a luz, que alumia em lugar escuro, até o

dia amanhecer e as estrelas da alva aparecer em nossos corações.

O verbo vigiar na língua portuguesa apresenta como significado: observar com atenção; estar atento a observar secreta ou ocultamente; espreitar, espionar, cuidar com atenção; velar, fazer fiscalização de; controlar, verificar, permanecer atento, alerta ou desperto; ficar de sentinela, precaver-se, acautelar-se. E o dicionário bíblico trata do termo de maneira mais litúrgico religiosa; a diferença de conceitos não está na essência da ação verbal, mas sim na sua aplicação. No contexto vigiar, que vem do grego Parusia é um dos pilares da moral cristã e remete a ideia da vinda de Jesus Cristo. É preciso vigiar nas tentações. Os anciãos de Éfeso devem vigiar nos combates pela fé, vigilância tende a manifestar-se nas vigílias litúrgicas e na oração (Dicionário Bíblico online, 2020).

Compreende-se que a vigilância tem base científica e o conceito de vigiar da ciência não perde a valia. Pois os sinais da volta de Cristo, são cada vez mais fortes e nítidos e nos leva a compreender, que devemos estar acreditando nos valores bíblicos.

O Senhor voltará e assim o teólogo Norman Geisler pondera, sobre esta questão, ao acreditar que o tema é limitado, que Cristo chegará a qualquer momento, e que a condição eterna da alma humana está em questão, exacerbada a concepção de que qualquer hora poderá ser a nossa última hora de orar por alguém aceitando a Jesus (Geisler, 2010).

Lima (2016) alerta que Jesus virá buscar todos os que amam sua vinda. Indaga que a Igreja deve estar alerta pois o retorno de Cristo está mais perto do que podemos imaginar. O autor difere a segunda vinda em duas fases. A primeira é o arrebatamento da igreja. A segunda é quanto Ele virá com os santos e com anjos trazendo juízo contra todos os ímpios (Ap 19.14).

Sobre os sinais Lima (2016) ressalta ainda que devem ser diferenciados dois grupos de sinais: a) os sinais na vida da igreja, tais como: os falsos cristos e falsos profetas, isto exige a leitura da palavra de Deus para não sermos enganados; a


apostasia ou abono premeditado e consciente da fé cristã; as doutrinas de falsos demônios, ou falsos mestres que deturpam as Escrituras, mediante doutrinas, por exemplo, “Confissão Positiva”, “Culto dos Anjos”, etc.; e as grandes perseguições dos crentes (Mt. 24.9). b) Sinais nos céus da vinda de Cristo: grandes terremotos, fomes, pestilências, coisas espantosas e grandes sinais (Lc 21.11). Ressalta que tais sinais são sinais e não datas. Exemplos reais, além de terremotos, das primeira e segunda grandes guerras mundiais estão explanados a seguir.

A grande questão é que os cristãos devem aprimorar a vigilância, sem demasiada atenção (Mt 24:4-5). Devemos manter nossa atenção fixada em Jesus, numa expectativa de atenção aos seguintes sinais que antecedem a sua volta, cujos fatos agrupados a seguir são notórios na história da humanidade:

a) Os sinais missiológicos. Nos dias atuais, tornou-se acessível à pregação do evangelho através dos avanços tecnológico, científico, tais como: a internet, televisão e outros sendo assim milhões de pessoas são alcançadas ao mesmo tempo, a palavra de Deus, tem sido pregada em todo mundo, e os cristãos têm sido despertados para o evangelismo mundial. A volta de Cristo é um fator iminente e temos motivos pra levar as boas novas (Evangelho).

b) Os sinais sociológicos. A fome é um dos sinais evidente da volta de Cristo, estudiosos afirmam que a fome oculta, possui outra característica. É aquela na qual o indivíduo não ingere a quantidade mínima de calorias diária. O resultado disso é a desnutrição ou subnutrição, que assola milhões de pessoas em todo mundo. A subnutrição fragiliza a saúde tornando a pessoa acessível a doenças. Mediante a todos os esforços mundiais a fome é ainda um inimigo a ser vencido.

c)  Os sinais Epidêmicos. A ciência médica tem enfrentado obstáculos e desafios. Na era apocalípticas o número de doenças que se alastra sobre a humanidade tem sido alarmante e devastador. Muita doença tem inquietado o mundo, tais como: A gripe (H1N1), Síndrome de deficiência Imunológica adquirida (AIDS), bem como outras doenças como exemplo a Peste Negra, que matou  milhões de pessoas na idade média.

Diante de tantos avanços as doenças ainda se apresentam como sinais dos tempos. Atualmente tem-se a pandemia provocada pelo Novo Coronavírus ou COVID-19. Ela foi identificada em dezembro de 2019 na China e está causando medo, pânico, em todo mundo. O cenário é semelhante ao que aconteceu em outros momentos da história da humanidade, em que as doenças se espalharam


e causaram grande número de registro de óbitos e perdas em todos os setores da humanidade.

d) Os sinais Sísmicos. Em 17 de agosto de 1999, a Turquia foi sacodida por um terremoto de apenas 4.5 segundos de duração. A frequência foi de 7.4 na escala. Richter, o saldo foi catastrófico: 15 mil mortos e mais 30 mil feridos (Fonte: telejornal hoje de 05/11/1999). É impossível prever o surgimento de novos terremotos, dentre outros abalos como: tsunami, vendaval, tornados, enchentes.

e)  Os sinais Astronômicos. De acordo com a Bíblia, Cristo e Joel profetizaram que haveria sinais astronômicos (Joel 12.31, Mc 13.24-25). Profetizou também, que antes de voltar o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados (Mt 24.29).

Apesar de tantos avanços na história da humanidade, Rm 8.22 diz que a natureza geme e está juntamente com dores de parto até agora. A profecia fala de sinais no sol, na lua. Logo em seguida a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade e as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados (Mt 24.29).

Segundo Timm (2010), a segunda vinda de Cristo seria precedida por um grande terremoto, em como sinais cósmicos no sol, na lua e nas estrelas (Jl 2.31, Mt. 24.24, Mc13.24-25, Lc 21.24, Ap. 6.12). Os adventistas creram que esses sinais se cumpriram respectivamente com um terremoto de Lisboa no dia 1º de novembro de 1755; o escurecimento no sol e a lua em cor de sangue, em 19 de maio de 1780; e a queda das estrelas, na noite de 13 de novembro de 1833. Mas pelo menos três argumentos básicos têm sido usados contra tais identificações. Um desses argumentos não passariam de fenômenos naturais, reincidentes e explicáveis cientificamente, que não poderiam ser considerados cumprimentos proféticos.

Outros argumentos usados contra as identificações acima, segundo Timm (2010), é que elas já estão demasiadamente distantes da segunda vida de Jesus para ainda ser considerados sinais desses eventos. Cristo deixou claro que esses sinais deveriam ocorrer logo em seguida a tribulação daqueles dias (Mat 24.29). Um terceiro argumento contra tais identificações é o terremoto de Lisboa em 1755, não foi o mais intenso abalo sísmico, já registrado. O terremoto de Lisboa foi o mais significativo, em termos proféticos. Os sinais cósmicos mencionados especificamente pelo profeta Joel (Jl 2.31), por Cristo (Mt 24.29, Mc 13.24-25) e pelo apostolo João (Ap 6.12) se cumpriram, respectivamente, em 1755, 1780 e 1833.


Agora outro evento que pode-se destacar é a globalização que para Portela Neto (2020) é um termo utilizado como a corrente econômica que defende a utilização máxima dos recursos mundiais (globais) com poucas movimentações regionais,  nacionais  ou  continentais.  Num  outro  sentido  mais  amplo,   a   palavra globalização tem sido utilizada para se referir ao progresso dos meios de comunicação e aos avanços na área de transportes, aproximando as pessoas em escala mundial. Em todas essas utilizações está implícito o esforço humano, no sentido de abranger o globo terrestre com suas ações e esforços, muitas vezes sem medir as consequências para os demais caracteriza a política de várias nações e o meio de operação de várias empresas ou corporações.

Esta questão poderia ser discorrida neste trabalho, não com muitos pormenores, haja vista, que a globalização é um evento que sua antecedência a outros fatos escatológicos que são posteriores a segunda vinda de Jesus Cristo a Terra. No entanto a segunda vinda de Jesus Cristo, da qual estamos descrevendo os eventos que precederão a sua vinda, será um evento de cunho global, onde todo olho o verá do mesmo modo quando ele foi assunto ao céu (At 1.11).

Portanto, vivemos em cultura na qual a “febre” é assustadora e muitos tentam fugir da realidade escrita na bíblia, sobre os prenúncios do retorno de Cristo. A ênfase está na necessidade de ser vigilante sem demasia e sem apoiar em princípios enganadores, mas buscar a fonte verdadeira, dos avanços futuros. Analisando as profecias pronunciadas pelos profetas, entende-se que a sensatez no uso da vigilância é valiosa, na reflexão dos prenúncios que estão em evidência ao retorno de Cristo. Em Mt 24.42, observa-se o seguinte: “vigiai, porque não sabeis em que hora e dia, vem o nosso Senhor”. No entanto, não foi nossa intenção abordar todos os aspectos que antecedem os sinais da vinda de Cristo, mas contundo alertar sobre, ser vigilante nos dias atuais. A nossa esperança está na expectativa da volta do cordeiro de Deus.

 

4.   CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

O Estudo sobre os prenúncios da volta de Cristo é hoje tão atual como foi no século passado. A intensidade dos sinais da volta de Cristo nos dias atuais, no leva a conclusão de que algo extraordinário está para acontecer. Conforme os fatos em evidência é valiosa a importância dos Cristãos manterem-se em “vigilância” na


expectativa da volta de Cristo. Em um mundo corrompido e desafiador, estamos preparados para o retorno de Cristo? Entre outros sinais em vislumbre fizemos menção daqueles que em entendemos ser atuais e relevantes em nossos dias, tais como: rumores de guerras, globalização, avanço da ciência, pandemia.

“E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas” (Lc 21.25). Diante de todos os fatos ocorridos nos últimos tempos envolvendo o avanço tecnológico, catástrofes naturais, pestes e às vezes o clima tenso entre as nações, podemos afirmar com convicção que estamos vivendo os dias finais que antecedem a vinda de cristo, pois todos estes acontecimentos corroboram com os sinais expostos em Mt 24.1-14. Lc 21.28 ratificam: “Ora quando estas coisas começarem acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima”.

Muitas abordagens poderiam ter sido feitas a partir do tema em questão, especificamente, quanto ao avanço da globalização e da tecnologia, temas esses para os quais sugerem-se novas pesquisas com vistas aprofundar a temática.

 

REFERÊNCIAS

 

ALMEIDA, João Ferreira de. A Bíblia Sagrada. Revista corrigida no Brasil. Sociedade bíblica do Brasil. São Paulo 1998.

 

Dicionário Bíblico online. Vigilância. Disponível em: < https://www.dicionariobiblico.com.br/vigilancia/> Acesso em: 15 dez 2020.

 

GEISLER, Norman. Teologia sistemática. Pecado, Salvação, a Igreja, as últimas coisas. 1º Edição. CPAD: Rio de Janeiro, 2010.

 

GODOI, Bruno Silva. Kairós e Chronos na Bíblia. CACP - Ministério Apologético, 25 out 2020. Disponível em: < http://www.cacp.org.br/kairos-e-chronos-na-biblia/>. Acesso em: 15 ou 2020.

 

LIMA, Elinaldo Renovato de. O final de todas as coisas: Esperança e glória para os salvos. Lições Bíblicas. 1º Trimestre de 2016. CPAD, Rio de Janeiro, 2016.

 

PORTELA NETO, F. Solano. Globalização: uma visão bíblica e histórica do conceito. Teologia Brasileira. Nº 84. 2020 ISSN 2238-0388.                     Disponível em: < https://teologiabrasileira.com.br/globalizacao-uma-visao-biblica-e-historica-do- conceito/> Acesso em: 15. Dez 2020.

 

TIMM, Alberto. Os Sinais cósmicos mencionados em Mateus 24:29 ainda estão para se cumprir? Bíblia.com.br, 2010. Disponível em: < https://biblia.com.br/perguntas-


biblicas/os-sinais-cosmicos-mencionados-em-mateus-2429-ainda-estao-para-se- cumprir/> Acesso em 15 dez 2020.


quarta-feira, 21 de outubro de 2020


AVIVAMENTO UMA NECESSIDADE PARA TODA  A VIDA

“o avivamento é um milagre da ressurreição espiritual” (CRABTREE 1999 p 230). Não pode ser concebível, como verdadeiro avivamento, algo que só promove movimento e não transforma as pessoas que estão envolvidas. Pois é comum se ver que muitas pessoas, dizendo-se avivadas e portadoras dos dons espirituais, que segundo elas, vivem em um mover intitulado “retété” e estas não dão um bom testemunho de vida.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

 PASSOS BÍBLICOS PARA A RELEVÂNCIA DOS CRISTÃOS NO MUNDO.

          Os passos que se seguem, bem como os outros assuntos, nortearão o modo de vida do cristão. Apresentaremos, inicialmente, cinco passos para cristãos relevantes no mundo.

 

1º passo.

ADORAÇÃO.

É importante a observação de que a adoração, não só serve para o agrado de Deus, mas é um exercício para o próprio cristão na sua conduta perante a sua comunidade. Pois um verdadeiro adorador, sabe que precisa ter uma vida ajustada para com Deus e assim jamais poderá ser um adorador eficaz se não transparecer sua maneira de vida ajustada na comunidade onde vive. Conceito de adoração no meio secular: “ato ou efeito de adorar”. Adorar: “render culto; venerar; amar como se ama um deus”. Para os cristãos, segundo a Enciclopédia Bíblica: “culto ou veneração que se presta a divindade”. De acordo com a Bíblia, como devemos adorar a Deus? Com reverência.

Exemplo:

 

 ... e inclinaram-se, e adoraram (Ex 4.31); e Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça a terra, encurvou-se (Êx 34.8); ... serei santificado naqueles que se cheguem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo (Lv 10.3); Daí ao Senhor a glória de seu nome; trazei presentes, e vinde perante ele: Adorai ao Senhor na beleza de sua santidade (1cr 16.29); Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, ... (Ec 5.1).

 

Jesus fala da tradição dos anciãos como formula errada de adoração: “mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens (MT 15.9); Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24).

 

Paulo trata do assunto – “Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós” (1Co 14.25).

 

O salmista – “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.6).

 

Jesus deixa claro que somente a Deus devemos adorar – “... ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (MT 4.10).

 

Adoração um modo de vida.

Adoração é louvar a Deus. Adoração é servir a Deus. Eliezer, quando da busca de uma esposa para Isaque filho de Abraão:

 

Então inclinou-se aquele varão, e adorou ao Senhor; E disse: Bendito seja o Senhor Deus de meu senhor Abraão, que não retirou a sua beneficência e a sua verdade de meu senhor: quanto a mim, o Senhor me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor: (Gn 24.26, 27).

 

O que se pode observar, é que toda a atitude do servo de Abraão, foi uma atitude de gratidão a Deus por aquela oportunidade de servir a seu senhor. Em outras palavras podemos afirmar que sua posição foi sempre uma atitude de adoração a Deus. Logo é aplausível a afirmação de que a adoração deve permear toda a vida de um cristão.


Prof. Pr. Bartolomeu Costa dos Santos

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

 

EDUCAÇÃO NO LAR

Geralmente os péssimos alunos são de famílias destruídas ou em decomposição. É claro que a responsabilidade  da ruina em muitos lares não são exclusiva das mulheres e sim de todos, pois a família é formada pelo conjunto que faz parte do convívio social do lar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

 Vida social conflitante.

  Não se pode ignorar a grande e lastimável prisão que os traumas das mais diversas circunstâncias causam nas pessoas. As dependências químicas, por exemplo, impõem sobre seus usuários situações constrangedoras e não só a eles, mas também aos seus antes queridos e todos os que o cercam. É por este e outros motivos, que as drogas, tanto as legais como as ilegais, são a grande ameaça, sobre tudo, de nossos jovens nos dias atuais. O que não se pode considerar de menos importância, no que diz respeito à preocupação para nossa sociedade, é que os índices dos tratamentos dos dependentes químicos não são animadores, pois os percentuais de recuperação destes ainda são muito pequenos. Assim consideramos de grande relevância as seguintes interrogações: quais iniciativas deverão ser tomadas? Ao meu vê, há dois princípios que são necessários para a melhoria do índice nos tratamentos para estes dependentes químicos:

a)    O paciente ter a firme convicção de não querer ser uma pessoa doente;

b)    Nunca desistir de si mesmo.

          É importante entendermos que o tratamento psicológico é muito importante, mas existe algo que a psiquiatria e a psicologia não conseguem fazer, o resgate do sentido da vida dos dependentes químicos. Eles precisam da ciência, mas também, de Deus. Precisam crê em Deus, respeitar a vida e amar o seu Criador (Deus).

Pr. Bartolomeu Costa

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

 

EVANGELHO EMPÍRICO

RESUMO

Pr. Bartolomeu Costa dos Santos. Prof. FAEPI  - bc258399@gmail.com

 

O neo pentecostalismo é um evangelho empírico. Depois de fazer uma análise do ponto de vista da hermenêutica e da exegese.  Verificando-se os fundamentos doutrinários da teologia bíblica usada por esse seguimento religioso. O referido evangelho, não tem consenso com o que pregava Cristo e nem tão pouco com os discípulos primitivos. esse seguimento, está baseado em testemunhas que apresentam, em geral, vitórias financeiras a partir de um determinismo, que faz do seu “Senhor” um serviçal. Defendem uma prosperidade incondicional. Não respeitam o mínimo do que propõe a hermenêutica bíblica, que propões uma análise dos textos bíblicos dentro de uma imparcialidade. A concepção, historicamente, de prosperidade para Israel, é uma conquista tanto espiritual como material, coisa desassociada das interpretações do neo pentecostalismo. A cura, também como determinismo, é potro ponto explorado por esse seguimento. O exorcismo é um dos carros chefes deles. Aqui se faz críticas e contextualidade aos critos Sagrados. Considera-se tembém os símbolos bíblicos dos apocalipse. Fala-se das linguagens da Bíblia e por fim, como aplicar a Palavra de Deus em nossos dias.

 

Palavras-chave: Evangelho, prosperidade, cura, exorcismo e ensino bíblico teológico conciso.

 

El neopentecostalismo es un evangelio empírico. Después de hacer un análisis desde el punto de vista de la hermenéutica y la exégesis. Verificando los fundamentos doctrinales de la teología bíblica utilizada por este segmento religioso. El evangelio referido no tiene consenso con lo que Cristo predicó, ni con los primeros discípulos. Este seguimiento se basa en testigos que, en general, presentan victorias financieras basadas en un determinismo que hace de su "Señor" un servidor. Abogan por la prosperidad incondicional. No respetan el mínimo de lo que propone la hermenéutica bíblica, que propone un análisis de los textos bíblicos dentro de una imparcialidad. La concepción, históricamente, de la prosperidad para Israel, es un logro tanto espiritual como material, algo no relacionado con las interpretaciones del neo pentecostalismo. La curación, también como determinismo, es un punto explorado por este segmento. El exorcismo es uno de sus buques insignia. Aquí se hacen críticas y contextualidades a los Criterios Sagrados. También se consideran los símbolos bíblicos del apocalipsis. Hablamos de los idiomas de la Biblia y, finalmente, cómo aplicar la Palabra de Dios en nuestros días.

 

 

Palabras clave: Evangelio, prosperidad, curación, exorcismo y enseñanza bíblica teológica concisa.

 

INTRODUÇÃO

          Evangelho, segundo a definição do moderno dicionário da língua portuguesa (1971) “doutrina de Cristo”. De conformidade com o Dicionário Bíblico: A palavra Evangelho, deriva do grego “eu-angelion”, mantem o significado de “boa nova”. É de se entender que os ensinos sobre o Evangelho devem ser bem embasados tendo como suporte a hermenêutica, exegese entre outros. Com o objetivo de fazer uma sucinta análise critica dos ensinos doutrinários do neo pentecostalismo, sobre o Evangelho, considero importante esclarecer ao leitor principalmente os pentecostais históricos, as armadilhas postas pelo neo pentecostalismo em relação à interpretação do Evangelho.

          Partindo-se do princípio de que o Evangelho é anúncio de boas novas, há razão sobeja para que haja preocupação em relação ao que se está ensinando como doutrinas bíblicas do Evangelho. Pois as boas novas não são inovações, mas antes de tudo, algo edificante que contribua para a vida, conduta moral e social dos seguidores de Cristo. Verificar também que tipo de Evangelho prega o neo pentecoste, que tipo de prosperidade, de cura divina, o exorcismo adotado por esse seguimento. Qual a fundamentação bíblica teológica, as interpretações e a hermenêutica usada que eles usam é relevante? E a exegese, o que dizer?

          Nesta pesquisa foi usada a abordagem teórica bibliográfica.

 

EVANGELHO IMPÍRICO

         Segundo a enciclopédia livre (2020), empirismo é uma teoria do conhecimento que afirma que esse sobre o mundo vem apenas da experiência sensorial. O método indutivo, por sua vez, afirma que a ciência como conhecimento só pode ser derivada a partir dos dados da experiência. Essa filosofia afirma que a construção do conhecimento gera o problema da indução. Pois neste sentido é supervalorizada. Um dos vários pontos de vista da epistemologia, o estudo do conhecimento humano, juntamente com o racionalismo, o idealismo e historicismo, o empirismo enfatiza o papel da experiência e da evidência, experiência sensorial, especialmente, na formação de ideias, sobre a noção de ideias inatas ou tradições empiristas que argumentam, porém, ser das tradições (ou costumes) o surgimento devido das relações de experiências sensoriais anteriores. Nesse sentido, o neo pentecostalismo prega um evangelho empirista. Quando se faz uma análise do ponto de vista da hermenêutica e da exegese bíblica teológica, percebe-se que esse evangelho não tem uma fundamentação bíblica, teológica e doutrinária bem embasada. Pois seus ensinos estão fundamentados em testemunhas duvidosas de seres sobre naturais como é o caso das entrevistas com os demônios (daimoneos do grego), fonte insegura para se crer, pois a Bíblia diz que o Satanás é o pai da mentira (Jo 8.44). Como confiar em argumentos de Demônios?

          O que é empirismo? Conceituando-se empirismo, mesmo de forma simples, podemos afirmar que este é um conhecimento que não tem fundamentação científica e tratando-se do ensino bíblico teológico, não se pode conceber a ideia de um ensino consistente sem uma fundamentação da hermenêutica bíblica. Pois só com esta e outros estudos dos temas bíblicos, é que se pode afirmar, convictamente, que a doutrina de um determinado ensino ou assunto bíblico, é relevante. A Bíblia, neste caso, constitui-se como se fosse à fundamentação científica para um conhecimento aceitável.

          Quando se faz uma verificação das mensagens, pregações e ensinos apresentados pelo seguimento neo pentecostal, averigua-se que os tais não estão de acordo com os que foram proferidos pelos discípulos primitivos e muito menos com os ensinos de Cristo que ensinavam a submissão a vontade de Pai como o próprio Cristo deu o exemplo no momento de maior angustia de seu ministério terreno: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte... Meu Pai se for possível passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres (Mt 26.38,39). Assim é percebido que o principal fundamento dos ensinos e mensagens de Cristo estão embasados na obediência a vontade do Pai e não apela para uma imposição querendo que esse faça a sua própria vontade, como ensina desse seguimento neo pentecostal. Pois seus argumento estão fundamentados nas testemunhas que apresentam, em geral, vitórias financeiras a partir de um determinismo, que faz do seu “Senhor” um serviçal sem direito a uma vontade própria. O Deus que eles apresentam é alguém que tem como função principal a obediência aos seus “servos senhores” que não aceitam nada fora de seus próprios propósitos.

          Por que se diz isto? Hora, qualquer um conhecedor dos ensinos bíblicos mais fundamentados, sabe que uma doutrina bíblica não será considerada consistente se esta for fundamenta em versículos isolados ou simplesmente em testemunhas de supostas vitórias financeiras. Pois, sabendo-se que o critério essencial de uma doutrina bíblica é a fundamentação desta em um compêndio de pesquisas e estudos do referido assunto, logo se espera que tais pesquisadores apresentem provas contundentes ao aludido assunto e só assim se pode considerar como assunto ou tema verdadeiro. Outra questão séria, é que diante do exposto, percebe-se que os ensinos e mensagens do Noe pentecostalismo não estão fundamentados nos princípios essenciais da hermenêutica bíblica e muito menos da exegese, pois além do esvaziamento consistente dos assuntos, quanto seus aprofundamentos teológicos propostos pelas disciplinas acima, não é razoável considerar que estes ensinos sejam consistências. Outras questões a serem avaliadas são a prosperidade, a cura e o exorcismo apresentados por eles.

PROSPERIDADE, CURA E EXORCISMO.

          O neo pentecostalismo usa como fundamento essencial, para sua doutrina, as temáticas acima mencionadas.

Prosperidade.

          Segundo o dicionário online (2020) é:

substantivo feminino Característica de próspero, desenvolvido, abundante, bem-sucedido, rico, propício: ele desejou aos noivos "paz, amor, prosperidade e felicidade pessoal". Circunstância favorável ou próspera; felicidade. Excesso de bens materiais; riqueza. Fabricação de alimentos e produtos consumíveis em abundância; fartura. Etimologia (origem da palavra prosperidade). Do latim prosperitatis.

 

          Como se pode verificar, prosperidade na concepção acima, está mais fundamentada no acumulo de bens materiais. Já para a concepção bíblica, sobre o mesmo assunto, aparecem elementos novos para o entendimento da mesma temática. Dessa forma, deve-se fazer um estudo bem fundamentado sobre o tema tanto no Novo quanto no Antigo Testamento. E verificar-se-á que os dois apresentam duas propostas, um tanto distintas, em seus conteúdos. O Antigo, por exemplo, apresenta uma conquista terrena e espiritual para o povo de Israel. Basta uma breve verificação, tomando como base os primórdios da história deste povo, para se vê que a conquista terrena era uma mensagem enfática entre ele. Um exemplo clássico registrado na história de Israel desde a fuga do Egito. A ênfase central do discurso durante toda a jornada no deserto foi a conquista e posse da terra prometida. Assim é perceptível que esta era o tema principal dos discursos de Moisés, a promessa da terra prometida ao patriarca Abrão deste de Harã:

 

Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção. Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Partiu, pois Abrão, como o Senhor lhe ordenara, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. Abrão levou consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhes acresceram em Harã; e saíram a fim de irem à terra de Canaã; e à terra de Canaã chegaram (Gn 12.1-5).

 

 

          Como se pode ver, Deus faz uma promessa a Abrão de abençoar em uma terra que lhe amostraria, inclusive fazendo dele uma grande nação. Não é o caso da Igreja do Novo Testamento, onde fica bem explicito que a terra prometida é a celestial, quando Jesus promete vir buscar os seus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas... vou prepara-vos lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde estou estejais vós também” (Jo 14. 2,3). Assim não justifica, por exemplo, o ensino de que onde a planta do pé de um crente pisar ali será, literalmente, propriedade dele. Essa promessa de Deus tratava da aliança feita com Josué por ocasião da conquista de Canaã, terre que manava leite e mel. Historicamente, qual a concepção de prosperidade para Israel?

A concepção historicamente de prosperidade para Israel.

          A concepção, histórica de prosperidade para Israel, fundamenta-se em duas questões principais: a conquista espiritual e material. Sendo que esta última se tornou em um parâmetro para medir a fidelidade de Israel para com Deus. Desta forma, observa-se que culturalmente há uma diferença na compreensão de prosperidade entre Israel e a Igreja do Novo Testamento. Pois do ponto de vista do Novo Testamento, a Prosperidade é fundamentada na condição espiritual e não a prosperidade como preveem os israelitas. Pois eles têm a conquista da terra como parâmetro para medir a fidelidade de seu povo para com Deus. Tratando-se da cura divina, como os neo pentecostais a interpretam?

A cura.

          Considerando-se a referência abaixo do Evangelho de Marcos, a cura faz parte dos sinais que seguem aos que creem:

 

E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados (Mc 16.17,18).

 

          Como está evidente, a cura faz parte dos sinais que seguem os que creem, logo não poderá fazer parte de uma fundamentação doutrinária bíblica teológica, pois o texto diz com muita clareza, “aos que creem” assim não terá uma consistência universal que possa fundamentar uma doutrina, pois o termo em evidência afirma: “aos que creem”. Uma doutrina bíblica se configura consistente e irrefutável quando ela tem um âmbito universal e não é o caso da referida citação. Ela pode ser considerada de muita relevância tendo em vista que milagres deverão ser sempre, algo para se viver no sobrenatural e nunca corriqueiramente. Quando falo que a referência acima citada, não nos dá embasamento para uma doutrina consistente, não estou desconsiderando e nem diminuindo a importância da cura divina, mas sim, dizendo que para que se tenha uma doutrina bíblica universal, precisa que ela seja fundamentada num contexto amplo da Bíblia a ponto de não deixar orifícios onde se dependa da fé ou não de alguém. O problema do neo pentecostalismo é como eles apresentam e veiculam os supostos milagres. Pois o que eles deixam transparecer, seus objetivos não são para glorificar a Deus e sim um comércio eclesiástico com fins financeiros. Entende-se isso pelo modo como eles apelam para as pessoas irem até seus encontros e prometendo resultados garantidos como se eles fossem dono do poder e não Deus. Quando se faz uma interpretação coerente e embasada em uma análise coerente, assumimos o entendimento que todo e qual milagre está  dentro da vontade de Deus e isso não nos dá margem para garantir uma cura milagrosa a ninguém. Pois para que isso aconteça se tem um conjunto de fatores a ser considerado: a fé de quem está para receber o milagre, a fé de quem apresente o beneficiário e principalmente a vontade de Deus. A outra observação a ser feita é o exorcismo.

O exorcismo.

          Tomando como referência o que falamos sobre a cura divina, poderemos verificar que o exorcismo tem fundamento bíblico teológico dentro do mesmo pressuposto da cura. Podemos então questionar quais os fins e as práticas dos neo pentecostais em relação ao exorcismo. O movimento em questão (neo pentecostal) deixa transparecer, que o exercício do exorcismo tem como objetivo a propagação da instituição em questão e não benefício promovido pela empatia e sensibilidade que eles poderiam ter pelas pessoas que podem ser beneficiadas. Pois eles fazem a mesma divulgação tal qual a feita em relação a cura. O que é curioso nesse procedimento, é as suposta expulsão dos demônios lhe é dada uma grande ênfase como forma de enaltecer a sua entidade religiosa. Pode-se observar ainda, sobre este assunto, que as invocações aos demônios e as supostas entrevistas feitas a eles, deixa clara suas intenções que são interesses um tanto duvidosos quanto apenas a vontade de cooperar na promoção do reino de Deus, mas dar a impressão de que por trás de toda a ação está também aquilo que é o carro chefe deles, a troca de supostos milagres por dinheiro. Surge então mais uma interrogação: como considerar um ensino bíblico teológico conciso?

 

ENSINO BÍBLICO TEOLÓGICO CONCISO.

         Segundo o Dicionário online (2020), ensino é “substantivo masculino Ação, arte de ensinar, de transmitir conhecimentos. Orientação no sentido de modificar o comportamento da pessoa humana. Instrução. Orientação. Educação. /Atividade de magistério. Cada um dos graus da organização escolar”. Fundamentado nesses conceitos desejamos levar o leitor a uma reflexão temática sobre o assunto. Tomando-se como recurso alguns pontos que consideramos essenciais para um ensino bíblico conciso. Para tanto observa-se a partir da hermenêutica bíblica, como ferramenta para se interpretar de maneira correta um texto ou formar uma doutrina bíblica. Faz-se necessária observar alguns critérios como, por exemplo, a visão panorâmica da História dos princípios evangélicos encontrados em cada um dos períodos abaixo relacionados para uma boa interpretação bíblica para um ensino bíblico teológico conciso.

  1. Exegese Judaica Antiga.

         Deve-se considerar como era o entendimento e interpretação sobre determinado assunto na época do povo judeu da antiguidade; tendo em vista que as Escrituras não surgiram no período moderno e muito menos no pós-moderno. É fundamental entender os seguintes ptincípios:

a)    Como é feito o uso do Antigo Testamento pelo Novo;

b)    Deve ser feita uma consideração sobre a Exegese Patrística (100 - 600 d.C);

c)    A Exegese Medieval deve ser considerada para um melhor entendimento do pensamento da época (600 - 1500 d. C). Bem como a exegese da reforma, pós reforma e a hermenêutica moderna, com o objetivo de uma melhor compreensão sobre o assunto em questão. Agregado a este valor, deve ser considerada a Crítica textual. Pois ela procura determinar as palavras exatas usadas no texto em estudo. Não deixar de entender que a Exegese cuida da interpretação gramatical e histórica do texto e as palavras envolvidas, dando luz à Hermenêutica que Busca o sentido do texto, entendendo como esse é aplicado a nós ou o sentido dele para os dias atuais. A hermenêutica é classificada por alguns aspectos e considerando-se isso, veremos o seguinte, a hermenêutica é classificada em vários aspectos:

Hermenêutica especial.

          O fundamento desse tipo de hermenêutica, entendimento como Hermenêutica especial, propõe observar as regras que se aplicam a gêneros específicos, como parábolas, alegorias, tipos e profecias. Quando se quer interpretar as Escrituras, pode haver diversos bloqueios para uma compreensão espontânea do significado primitivo daquela mensagem. Pois existe um abismo histórico no fato de nos encontrarmos largamente separados no tempo, tanto dos escritores quanto dos primitivos leitores. Só para exemplificar, consideremos o porquê da antipatia de Jonas pelos Ninivitas. Essa antipatia assume maior significado quando entendemos a extrema crueldade e pecaminosidade do povo de Nínive (Jn 1.1-3). Em segundo lugar, existe um abismo Cultural, resultante de significativas diferenças entre a cultura dos antigos hebreus e a nossa. Um outro bloqueio à compreensão espontânea da mensagem bíblica é a diferença linguística. Pois a BÍBLIA foi escrita em hebraico, aramaico e grego, três línguas que possuem estruturas e expressáveis idiomáticas muito diferentes da nossa própria língua. Outra consideração importante é a lacuna filosófica. Esta difere sobre opiniões acerca da vida, as circunstâncias, natureza do Universo, e as várias culturas. Portanto, a hermenêutica é necessária por causa das lacunas históricas culturais, linguísticas e filosóficas que obstruem a compreensão espontânea exata da Palavra de Deus.

          A principal tarefa do exegeta em um estudo bíblico é determinar tão intimamente quanto possível o que Deus queria dizer em determinada passagem bíblica, e não o que ela significa para a pessoa que ler. Se aceitarmos o ponto de vista de que o sentido de um texto é o que ele significa para todos os leitores, então a Palavra de Deus pode ter tantos significados quantos forem seus leitores. Para os teólogos mais conservadores, por exemplo, as palavras da Bíblia podem ser usadas em sentido: literal, figurado e simbólico. Exemplos: Literal: Foi colocada na cabeça do rei uma coroa cintilante de Jóias; Figurado: (Um pai bravo com o filho) disse que na próxima vez que ele lhe chamasse de coroa ele (o filho) iria ver estrelas ao meio-dia; Simbólico: “Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça” (Ap 12.1). Outra questão fundamental é a cultura e seu contexto. Quando se vai fazer uma análise bíblica mais consistente, é essencial que se adote o seguinte critério:

a)    Determinar as circunstâncias históricas gerais;

b)    Estar cônscio das circunstâncias e normas culturais que acrescentam significados a determinadas ações;

c)    Discernir o nível de compromisso espiritual da audiência.

          Esse conjunto de conhecimento nos embasa para melhor compreender e assimilar determinado assunto bíblico. Coisas que muitos supostos interpretes bíblicos não usam. Senão vejamos alguns exemplos. No neo pentecostalismo o exame das Escrituras tem perdido espaço para a experiência individual e particular. Pois este movimento faz uma abordagem individualista e tendenciosa das Escrituras. Eles consideram as Escrituras como um livro de soluções de problemas e não como a revelação especial de Deus. Isso leva a alguma interrogações.

Como aplicar a Palavra de Deus em nossos dias?

          A resposta coerente é: baseie sua aplicação em uma interpretação correta.  Se a interpretação for incorreta, a aplicação também poderá ser falha. Jesus disse: “Se o teu olho direito o fizer pecar, arranca-o e lança-o fora...” (Mt 5.29). A aplicação deste texto não pode ser literal. Pois quando se examina o que Jesus disse a respeito da origem do pecado no homem: “Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5.28). Se a intenção desta frase fosse literal, não recomendaria arrancar o olho e sim o coração, pois é dele de onde se origina o pecado. Analisando-se nesse sentido o resultado a que se pode chegar promovido pela crise de nossos dias. Pois hoje está difícil encontrarmos pessoas dispostas a dedicar suas vidas a proclamação o verdadeiro Evangelho. Assim, o que se pode esperar de uma igreja que só tem visão para os bens matérias? Certamente se tornará em uma igreja mercenária tendo um apego excessivo aos bens matérias. Logo se verifica que esta deve ser a prioridade da Igreja de Cristo. Qual a recomendação de Cristo desse sentido? “Mas buscai em primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). Concebe-se aqui a ideia de um serviço prestado por amor a causa sem intenção a lucros financeiros.

Considerações

Diante do exposto se chega à conclusão que o neo pentecostalismo prega um evangelho empírico. Depois das análises embasadas no ponto de vista conceitual da hermenêutica e a exegese, verificando-se também os fundamentos doutrinários da teologia bíblica usada neste trabalho de pesquisa, é inquestionável que a referida igreja não tem uma mensagem consistência do verdadeiro Evangelho.

          Verifica-se ainda que o Evangelho, segundo a definição do moderno dicionário da língua portuguesa (1971) que o define como a “doutrina de Cristo”. E para o Dicionário Bíblico “A palavra Evangelho, deriva do grego ‘eu-angelion’”, e ambos mantem o significado de “boa nova”, não está em coerência com a doutrina dos noe pentecostais. Pois a pseuda hermenêutica adotada pelos neo pentecostais se constitui em uma armadilha para aqueles que procuram um ensino bem embasado nas verdadeiras mensagens do Evangelho de Cristo. Diante de tudo isso o que se ver nesta pesquisa, é que o fundamento central do referido movimento, tem como objetivo central a disseminação de uma “teologia” da prosperidade divorciada da hermenêutica bíblica, pois ela considera a prosperidade bíblica em dois eixos principais: prosperidade para Israel e prosperidade para a Igreja de Cristo no Novo Testamento. E isto difere e muito do que pragam os neo pentecostais.

 

REFERÊNCIAS

https://www.dicio.com.br/prosperidade/ 22/06/2020.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Empirismo 23/06/2020

NASCENTE, Antenor et al Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. Panduá pandú Brasília 1971

MAIA, Raul et al Dicionário Bíblico. Difusão central do livro. São Paulo 2012

ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada revista e corrigida. Sociedade bíblica do Brasil São Paulo 1998

https://www.dicio.com.br/ensino/ 23/06/2020

Teresina Piauí, --- de ------ de 2020.