quinta-feira, 24 de setembro de 2020

 PASSOS BÍBLICOS PARA A RELEVÂNCIA DOS CRISTÃOS NO MUNDO.

          Os passos que se seguem, bem como os outros assuntos, nortearão o modo de vida do cristão. Apresentaremos, inicialmente, cinco passos para cristãos relevantes no mundo.

 

1º passo.

ADORAÇÃO.

É importante a observação de que a adoração, não só serve para o agrado de Deus, mas é um exercício para o próprio cristão na sua conduta perante a sua comunidade. Pois um verdadeiro adorador, sabe que precisa ter uma vida ajustada para com Deus e assim jamais poderá ser um adorador eficaz se não transparecer sua maneira de vida ajustada na comunidade onde vive. Conceito de adoração no meio secular: “ato ou efeito de adorar”. Adorar: “render culto; venerar; amar como se ama um deus”. Para os cristãos, segundo a Enciclopédia Bíblica: “culto ou veneração que se presta a divindade”. De acordo com a Bíblia, como devemos adorar a Deus? Com reverência.

Exemplo:

 

 ... e inclinaram-se, e adoraram (Ex 4.31); e Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça a terra, encurvou-se (Êx 34.8); ... serei santificado naqueles que se cheguem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo (Lv 10.3); Daí ao Senhor a glória de seu nome; trazei presentes, e vinde perante ele: Adorai ao Senhor na beleza de sua santidade (1cr 16.29); Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, ... (Ec 5.1).

 

Jesus fala da tradição dos anciãos como formula errada de adoração: “mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens (MT 15.9); Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24).

 

Paulo trata do assunto – “Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós” (1Co 14.25).

 

O salmista – “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.6).

 

Jesus deixa claro que somente a Deus devemos adorar – “... ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (MT 4.10).

 

Adoração um modo de vida.

Adoração é louvar a Deus. Adoração é servir a Deus. Eliezer, quando da busca de uma esposa para Isaque filho de Abraão:

 

Então inclinou-se aquele varão, e adorou ao Senhor; E disse: Bendito seja o Senhor Deus de meu senhor Abraão, que não retirou a sua beneficência e a sua verdade de meu senhor: quanto a mim, o Senhor me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor: (Gn 24.26, 27).

 

O que se pode observar, é que toda a atitude do servo de Abraão, foi uma atitude de gratidão a Deus por aquela oportunidade de servir a seu senhor. Em outras palavras podemos afirmar que sua posição foi sempre uma atitude de adoração a Deus. Logo é aplausível a afirmação de que a adoração deve permear toda a vida de um cristão.


Prof. Pr. Bartolomeu Costa dos Santos

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

 

EDUCAÇÃO NO LAR

Geralmente os péssimos alunos são de famílias destruídas ou em decomposição. É claro que a responsabilidade  da ruina em muitos lares não são exclusiva das mulheres e sim de todos, pois a família é formada pelo conjunto que faz parte do convívio social do lar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

 Vida social conflitante.

  Não se pode ignorar a grande e lastimável prisão que os traumas das mais diversas circunstâncias causam nas pessoas. As dependências químicas, por exemplo, impõem sobre seus usuários situações constrangedoras e não só a eles, mas também aos seus antes queridos e todos os que o cercam. É por este e outros motivos, que as drogas, tanto as legais como as ilegais, são a grande ameaça, sobre tudo, de nossos jovens nos dias atuais. O que não se pode considerar de menos importância, no que diz respeito à preocupação para nossa sociedade, é que os índices dos tratamentos dos dependentes químicos não são animadores, pois os percentuais de recuperação destes ainda são muito pequenos. Assim consideramos de grande relevância as seguintes interrogações: quais iniciativas deverão ser tomadas? Ao meu vê, há dois princípios que são necessários para a melhoria do índice nos tratamentos para estes dependentes químicos:

a)    O paciente ter a firme convicção de não querer ser uma pessoa doente;

b)    Nunca desistir de si mesmo.

          É importante entendermos que o tratamento psicológico é muito importante, mas existe algo que a psiquiatria e a psicologia não conseguem fazer, o resgate do sentido da vida dos dependentes químicos. Eles precisam da ciência, mas também, de Deus. Precisam crê em Deus, respeitar a vida e amar o seu Criador (Deus).

Pr. Bartolomeu Costa

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

 

EVANGELHO EMPÍRICO

RESUMO

Pr. Bartolomeu Costa dos Santos. Prof. FAEPI  - bc258399@gmail.com

 

O neo pentecostalismo é um evangelho empírico. Depois de fazer uma análise do ponto de vista da hermenêutica e da exegese.  Verificando-se os fundamentos doutrinários da teologia bíblica usada por esse seguimento religioso. O referido evangelho, não tem consenso com o que pregava Cristo e nem tão pouco com os discípulos primitivos. esse seguimento, está baseado em testemunhas que apresentam, em geral, vitórias financeiras a partir de um determinismo, que faz do seu “Senhor” um serviçal. Defendem uma prosperidade incondicional. Não respeitam o mínimo do que propõe a hermenêutica bíblica, que propões uma análise dos textos bíblicos dentro de uma imparcialidade. A concepção, historicamente, de prosperidade para Israel, é uma conquista tanto espiritual como material, coisa desassociada das interpretações do neo pentecostalismo. A cura, também como determinismo, é potro ponto explorado por esse seguimento. O exorcismo é um dos carros chefes deles. Aqui se faz críticas e contextualidade aos critos Sagrados. Considera-se tembém os símbolos bíblicos dos apocalipse. Fala-se das linguagens da Bíblia e por fim, como aplicar a Palavra de Deus em nossos dias.

 

Palavras-chave: Evangelho, prosperidade, cura, exorcismo e ensino bíblico teológico conciso.

 

El neopentecostalismo es un evangelio empírico. Después de hacer un análisis desde el punto de vista de la hermenéutica y la exégesis. Verificando los fundamentos doctrinales de la teología bíblica utilizada por este segmento religioso. El evangelio referido no tiene consenso con lo que Cristo predicó, ni con los primeros discípulos. Este seguimiento se basa en testigos que, en general, presentan victorias financieras basadas en un determinismo que hace de su "Señor" un servidor. Abogan por la prosperidad incondicional. No respetan el mínimo de lo que propone la hermenéutica bíblica, que propone un análisis de los textos bíblicos dentro de una imparcialidad. La concepción, históricamente, de la prosperidad para Israel, es un logro tanto espiritual como material, algo no relacionado con las interpretaciones del neo pentecostalismo. La curación, también como determinismo, es un punto explorado por este segmento. El exorcismo es uno de sus buques insignia. Aquí se hacen críticas y contextualidades a los Criterios Sagrados. También se consideran los símbolos bíblicos del apocalipsis. Hablamos de los idiomas de la Biblia y, finalmente, cómo aplicar la Palabra de Dios en nuestros días.

 

 

Palabras clave: Evangelio, prosperidad, curación, exorcismo y enseñanza bíblica teológica concisa.

 

INTRODUÇÃO

          Evangelho, segundo a definição do moderno dicionário da língua portuguesa (1971) “doutrina de Cristo”. De conformidade com o Dicionário Bíblico: A palavra Evangelho, deriva do grego “eu-angelion”, mantem o significado de “boa nova”. É de se entender que os ensinos sobre o Evangelho devem ser bem embasados tendo como suporte a hermenêutica, exegese entre outros. Com o objetivo de fazer uma sucinta análise critica dos ensinos doutrinários do neo pentecostalismo, sobre o Evangelho, considero importante esclarecer ao leitor principalmente os pentecostais históricos, as armadilhas postas pelo neo pentecostalismo em relação à interpretação do Evangelho.

          Partindo-se do princípio de que o Evangelho é anúncio de boas novas, há razão sobeja para que haja preocupação em relação ao que se está ensinando como doutrinas bíblicas do Evangelho. Pois as boas novas não são inovações, mas antes de tudo, algo edificante que contribua para a vida, conduta moral e social dos seguidores de Cristo. Verificar também que tipo de Evangelho prega o neo pentecoste, que tipo de prosperidade, de cura divina, o exorcismo adotado por esse seguimento. Qual a fundamentação bíblica teológica, as interpretações e a hermenêutica usada que eles usam é relevante? E a exegese, o que dizer?

          Nesta pesquisa foi usada a abordagem teórica bibliográfica.

 

EVANGELHO IMPÍRICO

         Segundo a enciclopédia livre (2020), empirismo é uma teoria do conhecimento que afirma que esse sobre o mundo vem apenas da experiência sensorial. O método indutivo, por sua vez, afirma que a ciência como conhecimento só pode ser derivada a partir dos dados da experiência. Essa filosofia afirma que a construção do conhecimento gera o problema da indução. Pois neste sentido é supervalorizada. Um dos vários pontos de vista da epistemologia, o estudo do conhecimento humano, juntamente com o racionalismo, o idealismo e historicismo, o empirismo enfatiza o papel da experiência e da evidência, experiência sensorial, especialmente, na formação de ideias, sobre a noção de ideias inatas ou tradições empiristas que argumentam, porém, ser das tradições (ou costumes) o surgimento devido das relações de experiências sensoriais anteriores. Nesse sentido, o neo pentecostalismo prega um evangelho empirista. Quando se faz uma análise do ponto de vista da hermenêutica e da exegese bíblica teológica, percebe-se que esse evangelho não tem uma fundamentação bíblica, teológica e doutrinária bem embasada. Pois seus ensinos estão fundamentados em testemunhas duvidosas de seres sobre naturais como é o caso das entrevistas com os demônios (daimoneos do grego), fonte insegura para se crer, pois a Bíblia diz que o Satanás é o pai da mentira (Jo 8.44). Como confiar em argumentos de Demônios?

          O que é empirismo? Conceituando-se empirismo, mesmo de forma simples, podemos afirmar que este é um conhecimento que não tem fundamentação científica e tratando-se do ensino bíblico teológico, não se pode conceber a ideia de um ensino consistente sem uma fundamentação da hermenêutica bíblica. Pois só com esta e outros estudos dos temas bíblicos, é que se pode afirmar, convictamente, que a doutrina de um determinado ensino ou assunto bíblico, é relevante. A Bíblia, neste caso, constitui-se como se fosse à fundamentação científica para um conhecimento aceitável.

          Quando se faz uma verificação das mensagens, pregações e ensinos apresentados pelo seguimento neo pentecostal, averigua-se que os tais não estão de acordo com os que foram proferidos pelos discípulos primitivos e muito menos com os ensinos de Cristo que ensinavam a submissão a vontade de Pai como o próprio Cristo deu o exemplo no momento de maior angustia de seu ministério terreno: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte... Meu Pai se for possível passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres (Mt 26.38,39). Assim é percebido que o principal fundamento dos ensinos e mensagens de Cristo estão embasados na obediência a vontade do Pai e não apela para uma imposição querendo que esse faça a sua própria vontade, como ensina desse seguimento neo pentecostal. Pois seus argumento estão fundamentados nas testemunhas que apresentam, em geral, vitórias financeiras a partir de um determinismo, que faz do seu “Senhor” um serviçal sem direito a uma vontade própria. O Deus que eles apresentam é alguém que tem como função principal a obediência aos seus “servos senhores” que não aceitam nada fora de seus próprios propósitos.

          Por que se diz isto? Hora, qualquer um conhecedor dos ensinos bíblicos mais fundamentados, sabe que uma doutrina bíblica não será considerada consistente se esta for fundamenta em versículos isolados ou simplesmente em testemunhas de supostas vitórias financeiras. Pois, sabendo-se que o critério essencial de uma doutrina bíblica é a fundamentação desta em um compêndio de pesquisas e estudos do referido assunto, logo se espera que tais pesquisadores apresentem provas contundentes ao aludido assunto e só assim se pode considerar como assunto ou tema verdadeiro. Outra questão séria, é que diante do exposto, percebe-se que os ensinos e mensagens do Noe pentecostalismo não estão fundamentados nos princípios essenciais da hermenêutica bíblica e muito menos da exegese, pois além do esvaziamento consistente dos assuntos, quanto seus aprofundamentos teológicos propostos pelas disciplinas acima, não é razoável considerar que estes ensinos sejam consistências. Outras questões a serem avaliadas são a prosperidade, a cura e o exorcismo apresentados por eles.

PROSPERIDADE, CURA E EXORCISMO.

          O neo pentecostalismo usa como fundamento essencial, para sua doutrina, as temáticas acima mencionadas.

Prosperidade.

          Segundo o dicionário online (2020) é:

substantivo feminino Característica de próspero, desenvolvido, abundante, bem-sucedido, rico, propício: ele desejou aos noivos "paz, amor, prosperidade e felicidade pessoal". Circunstância favorável ou próspera; felicidade. Excesso de bens materiais; riqueza. Fabricação de alimentos e produtos consumíveis em abundância; fartura. Etimologia (origem da palavra prosperidade). Do latim prosperitatis.

 

          Como se pode verificar, prosperidade na concepção acima, está mais fundamentada no acumulo de bens materiais. Já para a concepção bíblica, sobre o mesmo assunto, aparecem elementos novos para o entendimento da mesma temática. Dessa forma, deve-se fazer um estudo bem fundamentado sobre o tema tanto no Novo quanto no Antigo Testamento. E verificar-se-á que os dois apresentam duas propostas, um tanto distintas, em seus conteúdos. O Antigo, por exemplo, apresenta uma conquista terrena e espiritual para o povo de Israel. Basta uma breve verificação, tomando como base os primórdios da história deste povo, para se vê que a conquista terrena era uma mensagem enfática entre ele. Um exemplo clássico registrado na história de Israel desde a fuga do Egito. A ênfase central do discurso durante toda a jornada no deserto foi a conquista e posse da terra prometida. Assim é perceptível que esta era o tema principal dos discursos de Moisés, a promessa da terra prometida ao patriarca Abrão deste de Harã:

 

Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção. Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Partiu, pois Abrão, como o Senhor lhe ordenara, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. Abrão levou consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhes acresceram em Harã; e saíram a fim de irem à terra de Canaã; e à terra de Canaã chegaram (Gn 12.1-5).

 

 

          Como se pode ver, Deus faz uma promessa a Abrão de abençoar em uma terra que lhe amostraria, inclusive fazendo dele uma grande nação. Não é o caso da Igreja do Novo Testamento, onde fica bem explicito que a terra prometida é a celestial, quando Jesus promete vir buscar os seus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas... vou prepara-vos lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde estou estejais vós também” (Jo 14. 2,3). Assim não justifica, por exemplo, o ensino de que onde a planta do pé de um crente pisar ali será, literalmente, propriedade dele. Essa promessa de Deus tratava da aliança feita com Josué por ocasião da conquista de Canaã, terre que manava leite e mel. Historicamente, qual a concepção de prosperidade para Israel?

A concepção historicamente de prosperidade para Israel.

          A concepção, histórica de prosperidade para Israel, fundamenta-se em duas questões principais: a conquista espiritual e material. Sendo que esta última se tornou em um parâmetro para medir a fidelidade de Israel para com Deus. Desta forma, observa-se que culturalmente há uma diferença na compreensão de prosperidade entre Israel e a Igreja do Novo Testamento. Pois do ponto de vista do Novo Testamento, a Prosperidade é fundamentada na condição espiritual e não a prosperidade como preveem os israelitas. Pois eles têm a conquista da terra como parâmetro para medir a fidelidade de seu povo para com Deus. Tratando-se da cura divina, como os neo pentecostais a interpretam?

A cura.

          Considerando-se a referência abaixo do Evangelho de Marcos, a cura faz parte dos sinais que seguem aos que creem:

 

E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados (Mc 16.17,18).

 

          Como está evidente, a cura faz parte dos sinais que seguem os que creem, logo não poderá fazer parte de uma fundamentação doutrinária bíblica teológica, pois o texto diz com muita clareza, “aos que creem” assim não terá uma consistência universal que possa fundamentar uma doutrina, pois o termo em evidência afirma: “aos que creem”. Uma doutrina bíblica se configura consistente e irrefutável quando ela tem um âmbito universal e não é o caso da referida citação. Ela pode ser considerada de muita relevância tendo em vista que milagres deverão ser sempre, algo para se viver no sobrenatural e nunca corriqueiramente. Quando falo que a referência acima citada, não nos dá embasamento para uma doutrina consistente, não estou desconsiderando e nem diminuindo a importância da cura divina, mas sim, dizendo que para que se tenha uma doutrina bíblica universal, precisa que ela seja fundamentada num contexto amplo da Bíblia a ponto de não deixar orifícios onde se dependa da fé ou não de alguém. O problema do neo pentecostalismo é como eles apresentam e veiculam os supostos milagres. Pois o que eles deixam transparecer, seus objetivos não são para glorificar a Deus e sim um comércio eclesiástico com fins financeiros. Entende-se isso pelo modo como eles apelam para as pessoas irem até seus encontros e prometendo resultados garantidos como se eles fossem dono do poder e não Deus. Quando se faz uma interpretação coerente e embasada em uma análise coerente, assumimos o entendimento que todo e qual milagre está  dentro da vontade de Deus e isso não nos dá margem para garantir uma cura milagrosa a ninguém. Pois para que isso aconteça se tem um conjunto de fatores a ser considerado: a fé de quem está para receber o milagre, a fé de quem apresente o beneficiário e principalmente a vontade de Deus. A outra observação a ser feita é o exorcismo.

O exorcismo.

          Tomando como referência o que falamos sobre a cura divina, poderemos verificar que o exorcismo tem fundamento bíblico teológico dentro do mesmo pressuposto da cura. Podemos então questionar quais os fins e as práticas dos neo pentecostais em relação ao exorcismo. O movimento em questão (neo pentecostal) deixa transparecer, que o exercício do exorcismo tem como objetivo a propagação da instituição em questão e não benefício promovido pela empatia e sensibilidade que eles poderiam ter pelas pessoas que podem ser beneficiadas. Pois eles fazem a mesma divulgação tal qual a feita em relação a cura. O que é curioso nesse procedimento, é as suposta expulsão dos demônios lhe é dada uma grande ênfase como forma de enaltecer a sua entidade religiosa. Pode-se observar ainda, sobre este assunto, que as invocações aos demônios e as supostas entrevistas feitas a eles, deixa clara suas intenções que são interesses um tanto duvidosos quanto apenas a vontade de cooperar na promoção do reino de Deus, mas dar a impressão de que por trás de toda a ação está também aquilo que é o carro chefe deles, a troca de supostos milagres por dinheiro. Surge então mais uma interrogação: como considerar um ensino bíblico teológico conciso?

 

ENSINO BÍBLICO TEOLÓGICO CONCISO.

         Segundo o Dicionário online (2020), ensino é “substantivo masculino Ação, arte de ensinar, de transmitir conhecimentos. Orientação no sentido de modificar o comportamento da pessoa humana. Instrução. Orientação. Educação. /Atividade de magistério. Cada um dos graus da organização escolar”. Fundamentado nesses conceitos desejamos levar o leitor a uma reflexão temática sobre o assunto. Tomando-se como recurso alguns pontos que consideramos essenciais para um ensino bíblico conciso. Para tanto observa-se a partir da hermenêutica bíblica, como ferramenta para se interpretar de maneira correta um texto ou formar uma doutrina bíblica. Faz-se necessária observar alguns critérios como, por exemplo, a visão panorâmica da História dos princípios evangélicos encontrados em cada um dos períodos abaixo relacionados para uma boa interpretação bíblica para um ensino bíblico teológico conciso.

  1. Exegese Judaica Antiga.

         Deve-se considerar como era o entendimento e interpretação sobre determinado assunto na época do povo judeu da antiguidade; tendo em vista que as Escrituras não surgiram no período moderno e muito menos no pós-moderno. É fundamental entender os seguintes ptincípios:

a)    Como é feito o uso do Antigo Testamento pelo Novo;

b)    Deve ser feita uma consideração sobre a Exegese Patrística (100 - 600 d.C);

c)    A Exegese Medieval deve ser considerada para um melhor entendimento do pensamento da época (600 - 1500 d. C). Bem como a exegese da reforma, pós reforma e a hermenêutica moderna, com o objetivo de uma melhor compreensão sobre o assunto em questão. Agregado a este valor, deve ser considerada a Crítica textual. Pois ela procura determinar as palavras exatas usadas no texto em estudo. Não deixar de entender que a Exegese cuida da interpretação gramatical e histórica do texto e as palavras envolvidas, dando luz à Hermenêutica que Busca o sentido do texto, entendendo como esse é aplicado a nós ou o sentido dele para os dias atuais. A hermenêutica é classificada por alguns aspectos e considerando-se isso, veremos o seguinte, a hermenêutica é classificada em vários aspectos:

Hermenêutica especial.

          O fundamento desse tipo de hermenêutica, entendimento como Hermenêutica especial, propõe observar as regras que se aplicam a gêneros específicos, como parábolas, alegorias, tipos e profecias. Quando se quer interpretar as Escrituras, pode haver diversos bloqueios para uma compreensão espontânea do significado primitivo daquela mensagem. Pois existe um abismo histórico no fato de nos encontrarmos largamente separados no tempo, tanto dos escritores quanto dos primitivos leitores. Só para exemplificar, consideremos o porquê da antipatia de Jonas pelos Ninivitas. Essa antipatia assume maior significado quando entendemos a extrema crueldade e pecaminosidade do povo de Nínive (Jn 1.1-3). Em segundo lugar, existe um abismo Cultural, resultante de significativas diferenças entre a cultura dos antigos hebreus e a nossa. Um outro bloqueio à compreensão espontânea da mensagem bíblica é a diferença linguística. Pois a BÍBLIA foi escrita em hebraico, aramaico e grego, três línguas que possuem estruturas e expressáveis idiomáticas muito diferentes da nossa própria língua. Outra consideração importante é a lacuna filosófica. Esta difere sobre opiniões acerca da vida, as circunstâncias, natureza do Universo, e as várias culturas. Portanto, a hermenêutica é necessária por causa das lacunas históricas culturais, linguísticas e filosóficas que obstruem a compreensão espontânea exata da Palavra de Deus.

          A principal tarefa do exegeta em um estudo bíblico é determinar tão intimamente quanto possível o que Deus queria dizer em determinada passagem bíblica, e não o que ela significa para a pessoa que ler. Se aceitarmos o ponto de vista de que o sentido de um texto é o que ele significa para todos os leitores, então a Palavra de Deus pode ter tantos significados quantos forem seus leitores. Para os teólogos mais conservadores, por exemplo, as palavras da Bíblia podem ser usadas em sentido: literal, figurado e simbólico. Exemplos: Literal: Foi colocada na cabeça do rei uma coroa cintilante de Jóias; Figurado: (Um pai bravo com o filho) disse que na próxima vez que ele lhe chamasse de coroa ele (o filho) iria ver estrelas ao meio-dia; Simbólico: “Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça” (Ap 12.1). Outra questão fundamental é a cultura e seu contexto. Quando se vai fazer uma análise bíblica mais consistente, é essencial que se adote o seguinte critério:

a)    Determinar as circunstâncias históricas gerais;

b)    Estar cônscio das circunstâncias e normas culturais que acrescentam significados a determinadas ações;

c)    Discernir o nível de compromisso espiritual da audiência.

          Esse conjunto de conhecimento nos embasa para melhor compreender e assimilar determinado assunto bíblico. Coisas que muitos supostos interpretes bíblicos não usam. Senão vejamos alguns exemplos. No neo pentecostalismo o exame das Escrituras tem perdido espaço para a experiência individual e particular. Pois este movimento faz uma abordagem individualista e tendenciosa das Escrituras. Eles consideram as Escrituras como um livro de soluções de problemas e não como a revelação especial de Deus. Isso leva a alguma interrogações.

Como aplicar a Palavra de Deus em nossos dias?

          A resposta coerente é: baseie sua aplicação em uma interpretação correta.  Se a interpretação for incorreta, a aplicação também poderá ser falha. Jesus disse: “Se o teu olho direito o fizer pecar, arranca-o e lança-o fora...” (Mt 5.29). A aplicação deste texto não pode ser literal. Pois quando se examina o que Jesus disse a respeito da origem do pecado no homem: “Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5.28). Se a intenção desta frase fosse literal, não recomendaria arrancar o olho e sim o coração, pois é dele de onde se origina o pecado. Analisando-se nesse sentido o resultado a que se pode chegar promovido pela crise de nossos dias. Pois hoje está difícil encontrarmos pessoas dispostas a dedicar suas vidas a proclamação o verdadeiro Evangelho. Assim, o que se pode esperar de uma igreja que só tem visão para os bens matérias? Certamente se tornará em uma igreja mercenária tendo um apego excessivo aos bens matérias. Logo se verifica que esta deve ser a prioridade da Igreja de Cristo. Qual a recomendação de Cristo desse sentido? “Mas buscai em primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). Concebe-se aqui a ideia de um serviço prestado por amor a causa sem intenção a lucros financeiros.

Considerações

Diante do exposto se chega à conclusão que o neo pentecostalismo prega um evangelho empírico. Depois das análises embasadas no ponto de vista conceitual da hermenêutica e a exegese, verificando-se também os fundamentos doutrinários da teologia bíblica usada neste trabalho de pesquisa, é inquestionável que a referida igreja não tem uma mensagem consistência do verdadeiro Evangelho.

          Verifica-se ainda que o Evangelho, segundo a definição do moderno dicionário da língua portuguesa (1971) que o define como a “doutrina de Cristo”. E para o Dicionário Bíblico “A palavra Evangelho, deriva do grego ‘eu-angelion’”, e ambos mantem o significado de “boa nova”, não está em coerência com a doutrina dos noe pentecostais. Pois a pseuda hermenêutica adotada pelos neo pentecostais se constitui em uma armadilha para aqueles que procuram um ensino bem embasado nas verdadeiras mensagens do Evangelho de Cristo. Diante de tudo isso o que se ver nesta pesquisa, é que o fundamento central do referido movimento, tem como objetivo central a disseminação de uma “teologia” da prosperidade divorciada da hermenêutica bíblica, pois ela considera a prosperidade bíblica em dois eixos principais: prosperidade para Israel e prosperidade para a Igreja de Cristo no Novo Testamento. E isto difere e muito do que pragam os neo pentecostais.

 

REFERÊNCIAS

https://www.dicio.com.br/prosperidade/ 22/06/2020.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Empirismo 23/06/2020

NASCENTE, Antenor et al Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. Panduá pandú Brasília 1971

MAIA, Raul et al Dicionário Bíblico. Difusão central do livro. São Paulo 2012

ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada revista e corrigida. Sociedade bíblica do Brasil São Paulo 1998

https://www.dicio.com.br/ensino/ 23/06/2020

Teresina Piauí, --- de ------ de 2020.

 

PANDEMIA: numa perspectiva cristã.

RESUMO

Diante do exposto neste artigo foi dito que em sua essência vale apena o uso do bom senso em todos os momentos de nossas vidas. O que não deve ser diferente para este no qual estamos passando. De tudo que foi ditos até aqui, verifica-se que a razão mais coerente e palpável é o uso reflexivo da Palavra de Deus como fundamento equilibrador para nosso sistema de vida: psicológico, emocional e social. O excesso em qualquer dessas instâncias não soma, mas sim subtrai sempre. Pois tira o brilho da vida e a vontade de viver. Como disse Lama (1996): “só existe dos dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”. Não resta dúvida que o amor e a vida é um conjunto perfeito para devolver o ânimo para o enfrentamento dos momentos difíceis da vida. Verifica-se também que a epístola aos hebreus 11.1, representa o que se tem de mais precioso para se viver intensamente durante toda a nossa viva: A fé é a certeza daquilo que ainda se espera a demonstração de realidades que não se vêem”. Isto resume as inquietações apresentadas aqui neste artigo: negacionismo, histerismo, pessimismo e otimismo. Deus nos guarde de qualquer mal como a fala de esperança e fé.

PALAVRAS-CHAVE: Pandemia, negacionismo, histerismo, pessimismo e otimismo.

Pr. Bartolomeu Costa dos Santos. Assembleia de Deus Teresina Piauí e Prof. FAEPI  - bc258399@gmail.com

CURRÍCULUM

En vista de lo expuesto en este artículo, se dijo que, en esencia, vale la pena usar el sentido común en todo momento de nuestras vidas. Lo que no debería ser diferente para el que estamos pasando. De todo lo que se ha dicho hasta ahora, resulta que la razón más coherente y tangible es el uso reflexivo de la Palabra de Dios como base equilibrante para nuestro sistema de vida: psicológico, emocional y social. El exceso en cualquiera de estos casos no suma, pero siempre resta. Le quita el brillo de la vida y la voluntad de vivir. Como dijo Lama (1996): “Solo hay días en el año en que no se puede hacer nada. Uno se llama ayer y el otro se llama mañana, así que hoy es el día correcto para amar, creer, hacer y especialmente vivir ”. No hay duda de que el amor y la vida son un conjunto perfecto para devolver el coraje para enfrentar los momentos difíciles de la vida. También se verifica que la carta a Hebreos 11.1 representa lo más valioso para vivir intensamente a lo largo de nuestra vida: "La fe es la certeza de lo que aún se espera que demuestre realidades que no se ven". Esto resume las preocupaciones presentadas aquí en este artículo: negación, histerismo, pesimismo y optimismo. Dios nos guarde de cualquier maldad como el discurso de esperanza y fe.

PALABRAS CLAVE: Pandemia, negacionismo, histerismo, pesimismo y optimismo.

INTRODUÇÃO

          Diante de tantas situações das mais estressantes no mundo envolvendo as mais diversas informações, e muitas delas contraditórias, a respeito da COVD 19, após tudo isso, não dá para se pensar que a “normalidade” (considerando de como vivíamos antes), seja algo alcançável, pelo menos em curto prazo. O assunto não é simplista e sim de uma complexidade inquietante. Aqui não trarei um conhecimento científico do assunto, pois não é essa a intensão. Desejo fazer uma reflexão mais analítica dos fatos, tomando como fundamento prioritário a Bíblia Sagrada. Fundamentaremos nossos argumentos em alguns princípios essenciais da Teologia bíblica e entre elas a fé que é um instrumento essencial para todo cristão, principalmente nos momentos difíceis.

          O nosso método usado para este artigo foi o bibliográfico analítico. Como fundamentação teórica, entre outros recursos: foi usada a internet, Danai Lama (1996), Friedrich Nietzche (1987), Jean Paul. (2003), Bartolomeu Costa (2016) e a Bíblia.

         O principal objetivo é oferecer um referencial bíblico teológico como ferramenta de ajuda para esse momento de isolamento e afastamento social. Pois o momento é bastante inquietante trazendo muitos transtornos no seio da família, na convivência social e principalmente no meio político. A igreja, como é de se esperar, está sendo afetada por tudo que está acontecendo e isso deve nos constrange a apresentar algo que contribua como auxilio para a reflexão de todos os leitores.

 

PANDEMIA: numa perspectiva cristã

          Diante do momento em que estamos vivendo, não há nada mais importante como suporte de sustentáculo para o cristão do que a fé. Mas não quero que ninguém intenda a fé como uma espécie de amuleto e sim como fundamento essencial e indispensável para a vida de todos nós. Pois desfrutar da fé deve ser uma constante para todos os cristãos. E isto está embasado no que diz a Bíblia: [..] “sem fé é impossível agradar a Deus” [...] (Hb 11.5). Quando não se pode crer que a fé seja útil para ser uma atenuante para a melhora da vida, o que fazer? O pensamento filosófico materialista e ateísta que não acredita na existe de Deus algum, nem dentro nem além do Universo que para o ateísmo só o universo físico existe. Para Nietzche (1987) Paul (2003) O Universo é auto sustentável. Eles Sempre procuram levar as pessoas a terem um olhar depreciativo a respeito da fé e logo desvaloriza o pensamento criacionista que tem como base central a fé. Pois para eles (materialistas ateistas) o que importa é a ciência esvaziada de qualquer proposta que comtemple o alhar mais atento sobre a crença do que o criacionismo apresento sobre a pessoa de Deus. Nesta perspectiva, concebem a ideia levando a entender que os fundamentos da fé não passam de um conhecimento empírico e assim não merecendo crédito para agregar valores fundamentais e essenciais ao saber das pessoas. Para esse pensamento toda fé é apenas algo sem fundamentação lógica e não tem uma base fundamentada no conhecimento científico. E o conhecimento não sendo científico, não tem valor. Parece que eles não lembram que todo conhecimento científico começa por uma teoria. O que na verdade, esse tipo de comportamento trás é uma crise existencial agravando cada vez mais esse momento. Gerando com isso falta de perspectiva de vida. É muito importante se entender que toda falta de perspectiva de vida gera crise. Então, quando não se tem a quem se apegar, isso gera crise existencial, emocional e entre outras. As crises podem vi de vários aspectos:

a)    O primeiro é a crise do negacionismo.

          O Negacionismo (do francês négationnisme) é a escolha de negar a realidade como forma de escapar de uma verdade desconfortável. Trata-se da recusa em aceitar uma realidade empiricamente verificável, sendo essencialmente uma ação que não possui validação de um evento ou experiência histórica. Para a ciência, o negacionismo é definido como a rejeição de conceitos básicos, incontestáveis e apoiados por consenso científico em favor de ideias tanto radicais quanto controversas. Foi proposto que as diversas formas de negacionismo possuem o denominador comum da rejeição de evidências maciças e a geração de controvérsia a partir de tentativas de negar que um consenso exista.

          O termo, negacionismo do Holocausto costuma ser empregado para descrever movimentos que negam a existência ou consistência de tais fatos. Enquanto negacionistas climáticos foram usados para definirem aqueles que recusam aceitar que uma mudança climática está em curso. Supõe-se que o negacionismo seja provocado por diversos motivos, como crenças religiosas, proveito próprio ou como um mecanismo de defesa contra pensamentos perturbadores.

          O propósito da utilização da palavra negacionismo é controverso sendo criticada por supostamente representar um método polêmico de suprimir pontos de vista alternativos. De forma similar, em uma discursão sobre a importância do ceticismo, há posição contra a utilização do termo negacionista para descrever aqueles que não acreditam na mudança climática, afirmando que isto traz à tona o espetáculo de um fanático negando o holocausto. Também há quem seja contra ao termo negacionismo alegando que é injustificável situar esta crença no mesmo nível moral dos crimes nazistas contra a humanidade. Robert Gallo et al. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Negacionismo 04/06/2020), no entanto, afirmando que este negacionismo é similar ao negacionismo do Holocausto por definir uma pseudociência que contradiz um imenso conjunto de pesquisas. Logo verifica-se que as discussões e controversas que pairavam sobre a questão da AIDS se desencadeiam sobre o momento atual em relação a COVD 19. Não deixa de envolver discursão das mais diversas para a temática e deixando tantos atacados neuroticamente.

          O nagacionismo contribui para um esvaziamento da pessoa e com esse comportamento só se tem a possibilidade do mal. Qualquer um que use de bom senso perceberá que o negacionismo não contribui de forma positiva para com ninguém. Mas esse é o comportamento vivenciado por muitos nestes dias. Analisemos a manchete a seguir:

 

AO VIVO | Últimas notícias sobre o coronavírus e a crise política no Brasil e no mundo OMS se desculpa por confusão em torno dos tratamentos com hidroxicloroquina. Bolsonaro pede que polícia aja em protestos e chama ativistas de “maconheiros”. MP e Defensoria Pública cobram do Rio estudo sobre o fim da quarentena. União Europeia quer abrir fronteiras de países a partir de 1º de julho. As últimas notícias da pandemia e seus desdobramentos, ao vivo (brasil.elpais.com/brasil/ 06/05/2020).

 

         Em uma manchete como essa, onde está a real preocupação com o sofrimento dos milhares infectados pelo COVID 19? O que se verifica é a insensatez, intenção política e briga com uma plena intenção política de olho nas eleições e principalmente a de presidente nestes próximos anos. Não se vê uma proposta que contemple o sentimento humano, mas sim um bando de hipócritas medindo forças e tentando ludibriar as massas, que, aliás, sempre pagam todas essas desgraças.

          Quando foi que alguém viu estes políticos se unirem em prol de uma causa tão urgente como esta? Se realmente eles pensassem no outro como seu próximo, não se brigaria tanto, principalmente em um momento como esse em que o mundo geme com tanta aflição. Mas o que se observa é sempre alguém com um discurso farisaico dizer que está preocupado com as pessoas menos favorecidas. Senão o que dizer dos “piedosos” que agora estão ofertando até quarto de hotel para moradores de rua. Por que não fizeram isso antes? Não venham com discursos profanos dentro de um pressuposto ideológico de amor ao próximo... Não se pode generalizar, mas não dar para não se indignar com tanta hipocrisia deslavada nesse senário.

b)    O segundo é o histerismo.

         O histerismo, segundo o dicionário online da língua portuguesa é: “substantivo masculino. Falta de controle emocional, geralmente, acompanhada por gritos ou gestos descontrolados. Nervosismo; excesso de irritação, de exaltação”.

          A histeria, como se pode ver, do ponto de vista do emocional traz prejuízo e desiquilíbrio ao sistema funcional da saúde humana. Tomando-se esse ponto de vista, como mensurar os danos que trouxe esse COVID 19 a todas as pessoas nestes dias? Sem dúvida precisamos de um olhar mais racional e equilibrado para se reconstruir o nosso emocional e equilíbrio desejado diante de tudo isso. Verifica-se que mais do nunca, precisa-se de algo que preencha o nosso ser e a receita infalível é DEUS que nos completa satisfatoriamente neste tempo de desajuste nos mais diversos aspectos da vida de todos os homens.

          A histeria consome o estado emocional das pessoas. O homem já provocou isto por tantas vezes! Ainda não aprendeu? Isto nos angustia muito. Mas como pensa o homem deste século sobre catástrofe como essa? A Bíblia apresenta o apóstolo Paulo preocupado com o comportamento dos homens deste mundo: “E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes” {...} (BKJ). Isto indica a necessidade de uma transformação no modo de pensar dos homens deste mundo. Para Santos (2016 p 9), “uma mudança que troque o egoísmo pela benevolência; a escolha da gratificação própria como o fim último e supremo da vida pela escolha suprema última do máximo bem-estar de Deus...”. De acordo com o pensamento grego (SANTOS 20216) a transformação do homem deve partir do psiquê, do modo de pensar. Pois para que esse homem haja de modo diferente se faz necessário um novo modo de pensar transformado pela a ação transformadora do principal agente influenciador para as transformações de todo ser humano, que é o Pneuma hagio (Espírito Santo). O homem sendo transformado apartir do modo de pensar, a luz da palavra de Deus, encontrará recursos em meio tudo que está acontecendo e não permitirá que a histeria se estabeleça sobre ele. A receita, portanto, é a transformação feita pelo agente transformador, o Espírito Santo de Deus. (SANTOS 2016 P 4): “É entendido que uma atitude e disposição de louvor, fé, alegria, esperança, amor e santidade é obra do Espírito Santo...”.

c)    O terceiro é o pessimismo.

          Pessimismo, segundo o dicionário online (2020), é o substantivo masculino. Tendência natural para ver tudo pelo pior lado; quem tende a enxergar as coisas pelo lado desfavorável. [Filosofia] Arthur Schopenhauer, 1788-1860. Doutrina de acordo com a qual o mal se sobressai ao bem, sendo o comportamento individual tomado pelo conformismo, pelo escapismo ou pelo imobilismo. Um jornalista pessimista, por exemplo, transmite as notícias de tal forma que adoece a alma da sua audiência. Com essas pessoas não se deve manter relacionamento de confiança.  Pelo menos no que diz respeito as notícias vinculadas por elas. Pois essas são pessoas que só esperam o pior dos acontecimentos. Elas são de espírito amargo.

          Quando me referi acima, sobre jornalistas pessimistas, tinha a intenção de me reportar ao que se pode ver com muita frequência nesses dias de confinamentos. As notícias pessimistas são veiculadas intencionalmente. As matérias repetidas incisivamente o tempo todo. Elas têm como objetivo impactar a sua audiência através da televisão e os outros meios de comunicação da mídia, levando muitos ao desespero psicológico e emocional. Não se ver, pelo menos na maioria esmagadora das noticias a intenção de suavizar o impacto sobre seus ouvintes. O que reforça a ideia de ser intencional. E o objetivo destes maios de comunicações, não é outro, senão obter resultado satisfatório de suas audiências sem se preocuparem com a saúde de ninguém e hipocritamente, dizem-se preocupados como as pessoas e por isso tentam justificar a histeria que eles provocam dizendo que querem manter as pessoas bem informadas. Isso chega a ser desumano. Elas são pessoas pervertidos de sentimentos humanos, quando na verdade estão preocupados em tirar proveito da desgraça dos outros, são materialistas cruéis, sem Deus e não há possibilidade, pelo menos, do ponto de vista coerente, de alguém sobreviver as massacrantes investidas maldosas e desumanas que vem como enxurrada sobre todos nós.

          O pessimismo nunca foi e nunca será uma arma que sirva para a construção emocional, psicológica e social de uma sociedade. Deus sempre será o Ser que construirá e reconstruirá o ser humano de todas as calamidades provocadas ou não pelo egoísmo do próprio ser humano. E nesse contexto estão estes insensíveis pensamentos materialistas que são capazes de qualquer coisa para imporem seus desejos insanos sobre os vulneráveis que são a maioria da massa humana do nosso planeta. Diante de tudo isso não se pode deixar de atentar para que tomemos uma contra propostas no combate a tais situações como estas provocadas pelo pessimismo e a receita é o otimismo.

·         O otimismo.

          Segundo o dicionário online (2020) otimismo é:

Substantivo masculino e feminino. Pessoa que busca enxergar tudo pelo lado bom; quem não desiste diante de grandes problemas ou adversidades. Quem tem esperança de que tudo pode melhorar futuramente. Adjetivo Que se refere ao otimismo; que enxerga tudo pelo lado bom. Etimologia (origem da palavra otimista). ótimo + ista.

       Em outras palavras otimismo significa resultado da soma dos bens que supera os males. Tendência a ver tudo do lado do bem; tendência daqueles que se consideram satisfeitos com o atual estado de coisas. Tendo essa concepção como forma ideal para uma definição de otimista, verifica-se que ser otimista faz bem a saúde emocional, psicológica e social Quem não quer um otimista ali por perto? Os que pensam e agem assim, mantem-se emocionalmente satisfeitos. Mas é importante manter o equilíbrio, pois tudo que é em excesso prejudica.

          Então o que fazer em um momento como esse? É ter uma boa ponta de otimismo que faz bem não só para a pessoa que assim se mantem, mas também para aqueles que estão em torno daquela. Vale apena meditar no que disse Lama (1996) que para ele só existe dos dias no ano que nada pode ser feito, um é chamado de ontem e o outro é o amanhã.  Portanto diz ele que o hoje é o certo para se amar, acreditar, fazer e principalmente viver. Isso é um pensamento filosófico, mas atitude como essa colocada em pratica, faz bem para a alma. O próprio Deus deseja que se tenha coragem e ânimo como forma de se manter o otimismo. Veja o exemplo de como Ele fala a Josué após a partida de Moisés para a eternidade: “Sê forte e corajoso, pois farás este povo herdar a terra que jurei dar a seus pais. Sim, sê forte e muito corajoso, e cuida de agir segundo toda a lei que Moisés, meu servo, te prescreveu” {...} (Js 1.6,7). Infelizmente não é isso que fazem os aproveitadores de momentos de fragilidades emocionais e psicológicas como esse. Estes aproveitadores se comportam exatamente ao contrário, fazendo uma politização de momentos de calamidade humana, como se pode ver. Sem demostrar a menor sensibilidade, trazem avalanches de notícias esmagadoras e impiedosas sobre todos, onde causam danos psicológicos e emocionais traumáticos principalmente sobre os menos informados ou esclarecidos, matando as últimas esperanças. É ai que se ver, com mais clareza, a importância da mensagem bíblica como combustível para manter a esperança das pessoas viva. Isso é possível? Sim. Quando se tem uma vocação pautada e fundamentada na fé. Pois esta mantem o cristão convicto no sentido MACRO da Palavra de Deus, a Bíblia. Dessa forma alguém pode se manter otimista em dias maus como estes. A fé pode ser um bom combustível para o momento.

·         A fé como é receita para esse momento.

          De acordo com a enciclopédia livre (2020) {do Latim fide},

é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão.

 

         Partindo-se desse ponto de vista, podemos entender que a fé acompanha absoluta certeza contrapondo a dúvida pelo antagonismo inerente à natureza destes fenômenos psicológicos e da lógica conceitual, ou seja, é impossível duvidar e ter fé ao mesmo tempo. A fé se relaciona semanticamente com os verbos creracreditarconfiar e apostar, embora estes três últimos não necessariamente, exprimam o sentimento de fé, posto que eles podem trazer dúvidas parciais como reconhecimento de um possível engano. Mas a relação da fé com os outros verbos consiste em nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, por uma hipótese a qual se acredita, ou confia, ou aposta ser verdade. É bom que se entenda o seguinte: se uma pessoa acreditaconfia ou aposta em algo, não significa necessariamente que ela tenha fé. Diante dessas considerações, embora não se observe oposição entre crença e racionalidade, como muitos parecem pensar, deve-se atentar para o fato de que tal oposição é real no caso da fé, principalmente no que diz respeito às suas implicações no processo de aquisição de conhecimento, que pode ser resumida como oposição direta à dúvida e ao importante papel que essa desempenha na aprendizagem. É possível manter um sentimento de fé, em relação a uma pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, um paradigma popular social e historicamente instituído, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. Tal sentimento não se sustenta em evidências, provas ou entendimento racional (ainda que este último critério seja amplamente discutido dentro da epistemologia e possa se refletir em sofismos ou falácias que o justifiquem de modo ilusório) e, portanto, alegações baseadas em fé não são reconhecidas pela comunidade científica como parâmetro legítimo de reconhecimento ou avaliação da verdade de um postulado. A fé é geralmente associada a experiências pessoais e herança cultural podendo ser compartilhada com outros através de relatos, principalmente (mas não exclusivamente) no contexto religioso. E usada frequentemente como justificativa para a própria crença em que se tem fé, o que caracteriza raciocínio circular. A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais (tais como reconforto em momentos de aflição desprovidos de sinais de futura melhora, relacionando-se com esperança) e a motivos considerados moralmente nobres ou pessoais egoístas. Pode estar direcionada a alguma razão específica (que a justifique) ou mesmo existir sem razão definida. E como mencionado anteriormente, também não carece absolutamente de qualquer tipo de argumento racional. Aqui não se quer confundir com o postulado da fé bíblica onde se apresenta dessa forma: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera a demonstração de realidades que não se vêem” (Hb 11.1). Pois esta afirmação não gera dúvida, não está esvaziada da questão psíquica, pelo contrário, para alguém crer no que não se está vendo e ter a convicção das coisas que se esperam, deve-se usar com mais ênfase a razão. E isso por si só já é o suficiente para se entender que Deus não quer nos fazer alguém que seja crente em algo sem consistência e aleatório, pelo contrário, o nosso psiquê é exigido constantemente. Essa ação nos leva a reflexões pautadas no que se tem de mais sagrado que é a Palavra de Deus, a Bíblia. Não se pode negar que a Bíblia é também resultado da religião. É claro que aqui tenho em vista a verdadeira religião no sentido de Tiago 1.27: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guarda-se da corrupção do mundo”.

          Tomando-se o sentido da origem da palavra latina religare, como contribuição para o assunto de fé, ligando isso a alguém e no nosso caso, a Deus, justifica-se a observação do que diz Lama (1996) sobre a ética. Para ele a ética é mais importante que a religião. Mas isso só tem relevância se olhado fora de consideração bíblica. Pois quando olhado pela perspectiva da epístola de Tiago, a ética se fundamenta na própria religião, no exemplo citado acima.

          Cuidar das pessoas em suas dificuldades é uma ação importante e esta está pautada no padrão ético. E foi exatamente isto que Tiago definiu como religião pura, dando a entender que nem todas as religiões são puras ou verdadeiras.

CONSIDERAÇÕES

          Diante de exposto, verifica-se que em sua essência, vale apena o uso do bem senso em todos os momentos de nossas vidas. O que não deve ser diferente para este em que estamos passando. De tudo que foi ditos até aqui, verifica-se que a razão mais coerente e palpável é o uso reflexivo da Palavra de Deus como fundamento equilibrado para nosso sistema de vida: psicológico, emocional e social.

          O excesso em qualquer instância não soma e sim subtrai sempre. Pois tira o brilho da vida e a vontade de se viver. Como disse Lama no que foi acima citado, “só existe dos dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o ia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”. Não resta dúvida que o amor e a vida são um conjunto perfeito para devolver o ânimo e a tomada do rumo nos momentos atônitos da própria vida.

          Verifica-se também que a epístola aos hebreus 11.1, acima citado, representa o que se tem de mais precioso para se viver intensamente durante toda a nossa viva: A fé é a certeza daquilo que ainda se espera a demonstração de realidades que não se vêem”. Isso resume as inquietações apresentadas aqui nesse artigo: negacionismo, histerismo, pessimismo e otimismo. Deus nos guarde de qualquer males como a falte de esperança e fé.

REFERÊNCIAS

https://pt.wikipedia.org/wiki/Negacionismo 04/06/2020.

https://brasil.elpais.com/brasil/ao-vivo-ultimas-noticias-sobre-o-coronavirus-e-a-crise-politica-no-brasil 06/05/2020

https://www.dicio.com.br/histerismo/ 22/06/2020

LAMA, Dalai. A arte da felicidade: Um manual para a vida. Martins Fontes 1996

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm, 1844 – 1900. Obras incompletas. São Paulo. Nova Cultural, 1987.

DURAND, Jean Paul. Instituições Religiosas: Judaísmo, Catolicismo, islamismo e Igrejas saídas da Reforma. Paulinas, São Paulo 2003.

ALMEIDA, João Ferreira de. A Bíblia Sagrada. Revista corrigida no Brasil. Sociedade bíblica do Brasil. São Paulo 1998.

JAMES, King. Bíblia Sagrada atualizada. Sociedade bíblica americana 1611.

SANTOS, Bartolomeu Costa dos. O Espírito Santo e a inimizade contra Deus, regeneração e santificação. Apostila. Teresina, 2016

SNATOS, Bartolomeu Costa dos. Atributos essências do Espírito Santo.  Apostila. Teresina PI, 2016

https://www.dicio.com.br/otimista/ 22/06/2020

https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9 22/06/2020.