EVANGELHO
EMPÍRICO
RESUMO
Pr. Bartolomeu Costa
dos Santos. Prof. FAEPI - bc258399@gmail.com
O neo pentecostalismo é um
evangelho empírico. Depois de fazer uma análise do ponto de vista da
hermenêutica e da exegese.
Verificando-se os fundamentos doutrinários da teologia bíblica usada por
esse seguimento religioso. O referido evangelho, não tem consenso com o que
pregava Cristo e nem tão pouco com os discípulos primitivos. esse seguimento,
está baseado em testemunhas que apresentam, em geral, vitórias financeiras a
partir de um determinismo, que faz do seu “Senhor” um serviçal. Defendem uma
prosperidade incondicional. Não respeitam o mínimo do que propõe a hermenêutica
bíblica, que propões uma análise dos textos bíblicos dentro de uma
imparcialidade. A concepção, historicamente, de prosperidade para Israel, é uma
conquista tanto espiritual como material, coisa desassociada das interpretações
do neo pentecostalismo. A cura, também como determinismo, é potro ponto
explorado por esse seguimento. O exorcismo é um dos carros chefes deles. Aqui se
faz críticas e contextualidade aos critos Sagrados. Considera-se tembém os
símbolos bíblicos dos apocalipse. Fala-se das linguagens da Bíblia e por fim,
como aplicar a Palavra de Deus em nossos dias.
Palavras-chave: Evangelho, prosperidade, cura, exorcismo e ensino
bíblico teológico conciso.
El neopentecostalismo es un
evangelio empírico. Después de hacer un análisis desde el punto de vista de la
hermenéutica y la exégesis. Verificando los fundamentos doctrinales de la teología
bíblica utilizada por este segmento religioso. El evangelio referido no tiene
consenso con lo que Cristo predicó, ni con los primeros discípulos. Este
seguimiento se basa en testigos que, en general, presentan victorias
financieras basadas en un determinismo que hace de su "Señor" un
servidor. Abogan por la prosperidad incondicional. No respetan el mínimo de lo
que propone la hermenéutica bíblica, que propone un análisis de los textos
bíblicos dentro de una imparcialidad. La concepción, históricamente, de la
prosperidad para Israel, es un logro tanto espiritual como material, algo no
relacionado con las interpretaciones del neo pentecostalismo. La curación,
también como determinismo, es un punto explorado por este segmento. El
exorcismo es uno de sus buques insignia. Aquí se hacen críticas y
contextualidades a los Criterios Sagrados. También se consideran los símbolos
bíblicos del apocalipsis. Hablamos de los idiomas de la Biblia y, finalmente,
cómo aplicar la Palabra de Dios en nuestros días.
Palabras clave: Evangelio,
prosperidad, curación, exorcismo y enseñanza bíblica teológica concisa.
INTRODUÇÃO
Evangelho, segundo a definição do
moderno dicionário da língua portuguesa (1971) “doutrina de Cristo”. De
conformidade com o Dicionário Bíblico: A palavra Evangelho, deriva do grego
“eu-angelion”, mantem o significado de “boa nova”. É de se entender que os
ensinos sobre o Evangelho devem ser bem embasados tendo como suporte a
hermenêutica, exegese entre outros. Com o objetivo de fazer uma sucinta análise
critica dos ensinos doutrinários do neo pentecostalismo, sobre o Evangelho,
considero importante esclarecer ao leitor principalmente os pentecostais
históricos, as armadilhas postas pelo neo pentecostalismo em relação à
interpretação do Evangelho.
Partindo-se do princípio de que o
Evangelho é anúncio de boas novas, há razão sobeja para que haja preocupação em
relação ao que se está ensinando como doutrinas bíblicas do Evangelho. Pois as
boas novas não são inovações, mas antes de tudo, algo edificante que contribua
para a vida, conduta moral e social dos seguidores de Cristo. Verificar também
que tipo de Evangelho prega o neo pentecoste, que tipo de prosperidade, de cura
divina, o exorcismo adotado por esse seguimento. Qual a fundamentação bíblica
teológica, as interpretações e a hermenêutica usada que eles usam é relevante?
E a exegese, o que dizer?
Nesta pesquisa foi usada a abordagem
teórica bibliográfica.
EVANGELHO IMPÍRICO
Segundo a enciclopédia livre (2020), empirismo é uma teoria
do conhecimento que afirma que
esse sobre o mundo vem apenas da experiência sensorial. O método indutivo, por sua vez, afirma que a ciência como conhecimento só pode ser
derivada a partir dos dados da experiência. Essa filosofia afirma que a
construção do conhecimento gera o problema da indução. Pois neste sentido é supervalorizada. Um dos vários
pontos de vista da epistemologia, o estudo do conhecimento humano, juntamente com
o racionalismo,
o idealismo e historicismo, o empirismo enfatiza o papel da experiência e da evidência, experiência sensorial,
especialmente, na formação de ideias, sobre a noção de ideias
inatas ou tradições empiristas que argumentam, porém, ser das
tradições (ou costumes) o surgimento devido das relações de experiências
sensoriais anteriores. Nesse sentido, o neo pentecostalismo prega um
evangelho empirista. Quando se faz uma análise do ponto de vista da
hermenêutica e da exegese bíblica teológica, percebe-se que esse evangelho não
tem uma fundamentação bíblica, teológica e doutrinária bem embasada. Pois seus
ensinos estão fundamentados em testemunhas duvidosas de seres sobre naturais
como é o caso das entrevistas com os demônios (daimoneos do grego), fonte insegura
para se crer, pois a Bíblia diz que o Satanás é o pai da mentira (Jo 8.44).
Como confiar em argumentos de Demônios?
O que é empirismo? Conceituando-se empirismo, mesmo de forma
simples, podemos afirmar que este é um conhecimento que não tem fundamentação
científica e tratando-se do ensino bíblico teológico, não se pode conceber a
ideia de um ensino consistente sem uma fundamentação da hermenêutica bíblica.
Pois só com esta e outros estudos dos temas bíblicos, é que se pode afirmar,
convictamente, que a doutrina de um determinado ensino ou assunto bíblico, é
relevante. A Bíblia, neste caso, constitui-se como se fosse à fundamentação
científica para um conhecimento aceitável.
Quando se faz uma
verificação das mensagens, pregações e ensinos apresentados pelo seguimento neo
pentecostal, averigua-se que os tais não estão de acordo com os que foram
proferidos pelos discípulos primitivos e muito menos com os ensinos de Cristo
que ensinavam a submissão a vontade de Pai como o próprio Cristo deu o exemplo
no momento de maior angustia de seu ministério terreno: “A minha alma está
cheia de tristeza até a morte... Meu Pai se for possível passe de mim este
cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres (Mt 26.38,39).
Assim é percebido que o principal fundamento dos ensinos e mensagens de Cristo
estão embasados na obediência a vontade do Pai e não apela para uma imposição
querendo que esse faça a sua própria vontade, como ensina desse seguimento neo
pentecostal. Pois seus argumento estão fundamentados nas testemunhas que
apresentam, em geral, vitórias financeiras a partir de um determinismo, que faz
do seu “Senhor” um serviçal sem direito a uma vontade própria. O Deus que eles
apresentam é alguém que tem como função principal a obediência aos seus “servos
senhores” que não aceitam nada fora de seus próprios propósitos.
Por que se diz isto?
Hora, qualquer um conhecedor dos ensinos bíblicos mais fundamentados, sabe que
uma doutrina bíblica não será considerada consistente se esta for fundamenta em
versículos isolados ou simplesmente em testemunhas de supostas vitórias
financeiras. Pois, sabendo-se que o critério essencial de uma doutrina bíblica
é a fundamentação desta em um compêndio de pesquisas e estudos do referido
assunto, logo se espera que tais pesquisadores apresentem provas contundentes ao
aludido assunto e só assim se pode considerar como assunto ou tema verdadeiro. Outra
questão séria, é que diante do exposto, percebe-se que os ensinos e mensagens
do Noe pentecostalismo não estão fundamentados nos princípios essenciais da
hermenêutica bíblica e muito menos da exegese, pois além do esvaziamento
consistente dos assuntos, quanto seus aprofundamentos teológicos propostos
pelas disciplinas acima, não é razoável considerar que estes ensinos sejam
consistências. Outras questões a serem avaliadas são a prosperidade, a cura e o
exorcismo apresentados por eles.
PROSPERIDADE, CURA E
EXORCISMO.
O neo pentecostalismo
usa como fundamento essencial, para sua doutrina, as temáticas acima
mencionadas.
Prosperidade.
Segundo o dicionário online (2020) é:
substantivo
feminino Característica de próspero, desenvolvido, abundante, bem-sucedido,
rico, propício: ele desejou aos noivos "paz, amor, prosperidade e
felicidade pessoal". Circunstância favorável ou próspera; felicidade. Excesso
de bens materiais; riqueza. Fabricação de alimentos e produtos consumíveis em
abundância; fartura. Etimologia (origem da palavra prosperidade).
Do latim prosperitatis.
Como se pode verificar, prosperidade
na concepção acima, está mais fundamentada no acumulo de bens materiais. Já para a concepção bíblica, sobre o mesmo assunto, aparecem
elementos novos para o entendimento da mesma temática. Dessa forma, deve-se
fazer um estudo bem fundamentado sobre o tema tanto no Novo quanto no Antigo
Testamento. E verificar-se-á que os dois apresentam duas propostas, um tanto
distintas, em seus conteúdos. O Antigo, por exemplo, apresenta uma conquista
terrena e espiritual para o povo de Israel. Basta uma breve verificação,
tomando como base os primórdios da história deste povo, para se vê que a
conquista terrena era uma mensagem enfática entre ele. Um exemplo clássico
registrado na história de Israel desde a fuga do Egito. A ênfase central do
discurso durante toda a jornada no deserto foi a conquista e posse da terra
prometida. Assim é perceptível que esta era o tema principal dos discursos de
Moisés, a promessa da terra prometida ao patriarca Abrão deste de Harã:
Ora, o
Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu
pai, para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti uma grande nação;
abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção. Abençoarei aos
que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão
benditas todas as famílias da terra. Partiu, pois Abrão, como o Senhor lhe
ordenara, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de
Harã. Abrão levou consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e
todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhes acresceram em Harã; e
saíram a fim de irem à terra de Canaã; e à terra de Canaã chegaram (Gn 12.1-5).
Como se pode
ver, Deus faz uma promessa a Abrão de abençoar em uma terra que lhe amostraria,
inclusive fazendo dele uma grande nação. Não é o caso da Igreja do Novo
Testamento, onde fica bem explicito que a terra prometida é a celestial, quando
Jesus promete vir buscar os seus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas... vou
prepara-vos lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde
estou estejais vós também” (Jo 14. 2,3). Assim não justifica, por exemplo, o
ensino de que onde a planta do pé de um crente pisar ali será, literalmente,
propriedade dele. Essa promessa de Deus tratava da aliança feita com Josué por
ocasião da conquista de Canaã, terre que manava leite e mel. Historicamente,
qual a concepção de prosperidade para Israel?
A concepção historicamente de prosperidade para Israel.
A concepção,
histórica de prosperidade para Israel, fundamenta-se em duas questões
principais: a conquista espiritual e material. Sendo que esta última se tornou
em um parâmetro para medir a fidelidade de Israel para com Deus. Desta forma, observa-se
que culturalmente há uma diferença na compreensão de prosperidade entre Israel
e a Igreja do Novo Testamento. Pois do ponto de vista do Novo Testamento, a
Prosperidade é fundamentada na condição espiritual e não a prosperidade como
preveem os israelitas. Pois eles têm a conquista da terra como parâmetro para
medir a fidelidade de seu povo para com Deus. Tratando-se da cura divina, como
os neo pentecostais a interpretam?
A cura.
Considerando-se a
referência abaixo do Evangelho de Marcos, a cura faz parte dos sinais que
seguem aos que creem:
E estes sinais acompanharão
aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão
em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e
porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados (Mc 16.17,18).
Como está evidente, a
cura faz parte dos sinais que seguem os que creem, logo não poderá fazer parte
de uma fundamentação doutrinária bíblica teológica, pois o texto diz com muita
clareza, “aos que creem” assim não
terá uma consistência universal que possa fundamentar uma doutrina, pois o
termo em evidência afirma: “aos que
creem”. Uma doutrina bíblica se configura consistente e irrefutável quando
ela tem um âmbito universal e não é o caso da referida citação. Ela pode ser
considerada de muita relevância tendo em vista que milagres deverão ser sempre,
algo para se viver no sobrenatural e nunca corriqueiramente. Quando falo que a
referência acima citada, não nos dá embasamento para uma doutrina consistente,
não estou desconsiderando e nem diminuindo a importância da cura divina, mas
sim, dizendo que para que se tenha uma doutrina bíblica universal, precisa que
ela seja fundamentada num contexto amplo da Bíblia a ponto de não deixar
orifícios onde se dependa da fé ou não de alguém. O problema do neo
pentecostalismo é como eles apresentam e veiculam os supostos milagres. Pois o
que eles deixam transparecer, seus objetivos não são para glorificar a Deus e
sim um comércio eclesiástico com fins financeiros. Entende-se isso pelo modo
como eles apelam para as pessoas irem até seus encontros e prometendo
resultados garantidos como se eles fossem dono do poder e não Deus. Quando se
faz uma interpretação coerente e embasada em uma análise coerente, assumimos o
entendimento que todo e qual milagre está
dentro da vontade de Deus e isso não nos dá margem para garantir uma
cura milagrosa a ninguém. Pois para que isso aconteça se tem um conjunto de
fatores a ser considerado: a fé de quem está para receber o milagre, a fé de
quem apresente o beneficiário e principalmente a vontade de Deus. A outra
observação a ser feita é o exorcismo.
O exorcismo.
Tomando como referência
o que falamos sobre a cura divina, poderemos verificar que o exorcismo tem
fundamento bíblico teológico dentro do mesmo pressuposto da cura. Podemos então
questionar quais os fins e as práticas dos neo pentecostais em relação ao
exorcismo. O movimento em questão (neo pentecostal) deixa transparecer, que o
exercício do exorcismo tem como objetivo a propagação da instituição em questão
e não benefício promovido pela empatia e sensibilidade que eles poderiam ter
pelas pessoas que podem ser beneficiadas. Pois eles fazem a mesma divulgação
tal qual a feita em relação a cura. O que é curioso nesse procedimento, é as
suposta expulsão dos demônios lhe é dada uma grande ênfase como forma de
enaltecer a sua entidade religiosa. Pode-se observar ainda, sobre este assunto,
que as invocações aos demônios e as supostas entrevistas feitas a eles, deixa
clara suas intenções que são interesses um tanto duvidosos quanto apenas a
vontade de cooperar na promoção do reino de Deus, mas dar a impressão de que
por trás de toda a ação está também aquilo que é o carro chefe deles, a troca
de supostos milagres por dinheiro. Surge então mais uma interrogação: como
considerar um ensino bíblico teológico conciso?
ENSINO BÍBLICO TEOLÓGICO CONCISO.
Segundo o Dicionário
online (2020), ensino é “substantivo
masculino Ação, arte de
ensinar, de transmitir conhecimentos. Orientação no sentido de modificar o
comportamento da pessoa humana. Instrução. Orientação. Educação. /Atividade de
magistério. Cada um dos graus da organização escolar”. Fundamentado nesses
conceitos desejamos levar o leitor a uma reflexão temática sobre o assunto. Tomando-se como recurso alguns
pontos que consideramos essenciais para um ensino bíblico conciso. Para tanto
observa-se a partir da hermenêutica bíblica, como ferramenta para se
interpretar de maneira correta um texto ou formar uma doutrina bíblica. Faz-se
necessária observar alguns critérios como, por exemplo, a visão panorâmica da História dos princípios evangélicos encontrados em
cada um dos períodos abaixo relacionados para uma boa interpretação bíblica
para um ensino bíblico teológico conciso.
- Exegese Judaica Antiga.
Deve-se considerar como era o
entendimento e interpretação sobre determinado assunto na época do povo judeu
da antiguidade; tendo em vista que as Escrituras não surgiram no período
moderno e muito menos no pós-moderno. É fundamental entender os seguintes
ptincípios:
a)
Como é
feito o uso do Antigo Testamento pelo Novo;
b)
Deve
ser feita uma consideração sobre a Exegese Patrística (100 - 600 d.C);
c)
A
Exegese Medieval deve ser considerada para um melhor entendimento do pensamento
da época (600 - 1500 d. C). Bem como a exegese da reforma, pós reforma e a
hermenêutica moderna, com o objetivo de uma melhor compreensão sobre o assunto
em questão. Agregado a este valor, deve ser considerada a Crítica textual. Pois
ela procura determinar as palavras exatas usadas no texto em estudo. Não deixar
de entender que a Exegese cuida da interpretação gramatical e histórica do
texto e as palavras envolvidas, dando luz à Hermenêutica que Busca o sentido do
texto, entendendo como esse é aplicado a nós ou o sentido dele para os dias
atuais. A hermenêutica é classificada por alguns aspectos e considerando-se
isso, veremos o seguinte, a hermenêutica é classificada em vários aspectos:
Hermenêutica
especial.
O
fundamento desse tipo de hermenêutica, entendimento como Hermenêutica especial,
propõe observar as regras que se aplicam a gêneros específicos, como parábolas,
alegorias, tipos e profecias. Quando se quer interpretar as Escrituras, pode
haver diversos bloqueios para uma compreensão espontânea do significado
primitivo daquela mensagem. Pois existe um abismo histórico no fato de nos
encontrarmos largamente separados no tempo, tanto dos escritores quanto dos
primitivos leitores. Só para exemplificar, consideremos o porquê da antipatia
de Jonas pelos Ninivitas. Essa antipatia assume maior significado quando
entendemos a extrema crueldade e pecaminosidade do povo de Nínive (Jn 1.1-3). Em
segundo lugar, existe um abismo Cultural, resultante de significativas
diferenças entre a cultura dos antigos hebreus e a nossa. Um outro bloqueio à
compreensão espontânea da mensagem bíblica é a diferença linguística. Pois a
BÍBLIA foi escrita em hebraico, aramaico e grego, três línguas que possuem
estruturas e expressáveis idiomáticas muito diferentes da nossa própria língua.
Outra consideração importante é a lacuna filosófica. Esta difere sobre opiniões
acerca da vida, as circunstâncias, natureza do Universo, e as várias culturas. Portanto,
a hermenêutica é necessária por causa das lacunas históricas culturais,
linguísticas e filosóficas que obstruem a compreensão espontânea exata da
Palavra de Deus.
A
principal tarefa do exegeta em um estudo bíblico é determinar tão intimamente
quanto possível o que Deus queria dizer em determinada passagem bíblica, e não
o que ela significa para a pessoa que ler. Se aceitarmos o ponto de vista de
que o sentido de um texto é o que ele significa para todos os leitores, então a
Palavra de Deus pode ter tantos significados quantos forem seus leitores. Para
os teólogos mais conservadores, por exemplo, as palavras da Bíblia podem ser
usadas em sentido: literal, figurado e simbólico. Exemplos: Literal: Foi colocada na cabeça
do rei uma coroa cintilante de Jóias; Figurado:
(Um pai bravo com o filho) disse que na próxima vez que ele lhe chamasse de
coroa ele (o filho) iria ver estrelas ao meio-dia; Simbólico: “Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida
do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça” (Ap
12.1). Outra questão fundamental é a cultura e seu contexto. Quando se vai
fazer uma análise bíblica mais consistente, é essencial que se adote o seguinte
critério:
a)
Determinar
as circunstâncias históricas gerais;
b)
Estar
cônscio das circunstâncias e normas culturais que acrescentam significados a
determinadas ações;
c)
Discernir
o nível de compromisso espiritual da audiência.
Esse
conjunto de conhecimento nos embasa para melhor compreender e assimilar
determinado assunto bíblico. Coisas que muitos supostos interpretes bíblicos
não usam. Senão vejamos alguns exemplos. No neo pentecostalismo o exame das
Escrituras tem perdido espaço para a experiência individual e particular. Pois este
movimento faz uma abordagem individualista e tendenciosa das Escrituras. Eles
consideram as Escrituras como um livro de soluções de problemas e não como a
revelação especial de Deus. Isso leva a alguma interrogações.
Como
aplicar a Palavra de Deus em nossos dias?
A
resposta coerente é: baseie sua aplicação em uma interpretação correta. Se a interpretação for incorreta, a aplicação
também poderá ser falha. Jesus disse: “Se o teu olho direito o fizer pecar,
arranca-o e lança-o fora...” (Mt 5.29). A aplicação deste texto não pode ser
literal. Pois quando se examina o que Jesus disse a respeito da origem do
pecado no homem: “Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para
a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5.28). Se a
intenção desta frase fosse literal, não recomendaria arrancar o olho e sim o
coração, pois é dele de onde se origina o pecado. Analisando-se nesse sentido o
resultado a que se pode chegar promovido pela crise de nossos dias. Pois hoje
está difícil encontrarmos pessoas dispostas a dedicar suas vidas a proclamação o
verdadeiro Evangelho. Assim, o que se pode esperar de uma igreja que só tem
visão para os bens matérias? Certamente se tornará em uma igreja mercenária
tendo um apego excessivo aos bens matérias. Logo se verifica que esta deve ser
a prioridade da Igreja de Cristo. Qual a recomendação de Cristo desse sentido?
“Mas buscai em primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas
vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). Concebe-se aqui a ideia de um serviço
prestado por amor a causa sem intenção a lucros financeiros.
Considerações
Diante do
exposto se chega à conclusão que o neo pentecostalismo prega um evangelho
empírico. Depois das análises embasadas no ponto de vista conceitual da hermenêutica
e a exegese, verificando-se também os fundamentos doutrinários da teologia
bíblica usada neste trabalho de pesquisa, é inquestionável que a referida
igreja não tem uma mensagem consistência do verdadeiro Evangelho.
Verifica-se ainda que o Evangelho, segundo a definição do moderno dicionário da língua
portuguesa (1971) que o define como a “doutrina de Cristo”. E para o Dicionário
Bíblico “A palavra Evangelho, deriva do grego ‘eu-angelion’”, e ambos mantem o
significado de “boa nova”, não está em coerência com a doutrina dos noe pentecostais.
Pois a pseuda hermenêutica adotada pelos neo pentecostais se constitui em uma
armadilha para aqueles que procuram um ensino bem embasado nas verdadeiras
mensagens do Evangelho de Cristo. Diante de tudo isso o que se ver nesta
pesquisa, é que o fundamento central do referido movimento, tem como objetivo
central a disseminação de uma “teologia” da prosperidade divorciada da
hermenêutica bíblica, pois ela considera a prosperidade bíblica em dois eixos
principais: prosperidade para Israel e prosperidade para a Igreja de Cristo no
Novo Testamento. E isto difere e muito do que pragam os neo pentecostais.
REFERÊNCIAS
https://www.dicio.com.br/prosperidade/
22/06/2020.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Empirismo
23/06/2020
NASCENTE, Antenor et al Moderno Dicionário da Língua
Portuguesa. Panduá pandú Brasília 1971
MAIA, Raul et al Dicionário Bíblico. Difusão central
do livro. São Paulo 2012
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Sagrada revista e
corrigida. Sociedade bíblica do Brasil São Paulo 1998
https://www.dicio.com.br/ensino/
23/06/2020
Teresina
Piauí, --- de ------ de 2020.
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