PANDEMIA:
numa perspectiva cristã.
RESUMO
Diante
do exposto neste artigo foi dito que em sua essência vale apena o uso do bom
senso em todos os momentos de nossas vidas. O que não deve ser diferente para
este no qual estamos passando. De tudo que foi ditos até aqui, verifica-se que
a razão mais coerente e palpável é o uso reflexivo da Palavra de Deus como
fundamento equilibrador para nosso sistema de vida: psicológico, emocional e
social. O excesso em qualquer dessas instâncias não soma, mas sim subtrai
sempre. Pois tira o brilho da vida e a vontade de viver. Como disse Lama
(1996): “só existe dos dias no ano que nada pode ser
feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo
para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”. Não resta dúvida que o amor e a vida é um conjunto perfeito
para devolver o ânimo para o enfrentamento dos momentos difíceis da vida.
Verifica-se também que a epístola aos hebreus 11.1, representa o que se tem de
mais precioso para se viver intensamente durante toda a nossa viva: “A fé
é a certeza daquilo que ainda se espera a demonstração de realidades que não se
vêem”. Isto resume as inquietações apresentadas aqui neste artigo: negacionismo,
histerismo, pessimismo e otimismo. Deus nos guarde de qualquer mal como a fala
de esperança e fé.
PALAVRAS-CHAVE: Pandemia,
negacionismo, histerismo, pessimismo e otimismo.
Pr. Bartolomeu Costa dos Santos. Assembleia de Deus Teresina Piauí e
Prof. FAEPI - bc258399@gmail.com
CURRÍCULUM
En vista de lo expuesto en este artículo, se
dijo que, en esencia, vale la pena usar el sentido común en todo momento de
nuestras vidas. Lo que no debería ser diferente para el que estamos pasando. De
todo lo que se ha dicho hasta ahora, resulta que la razón más coherente y
tangible es el uso reflexivo de la Palabra de Dios como base equilibrante para
nuestro sistema de vida: psicológico, emocional y social. El exceso en
cualquiera de estos casos no suma, pero siempre resta. Le quita el brillo de la
vida y la voluntad de vivir. Como dijo Lama (1996): “Solo hay días en el año en
que no se puede hacer nada. Uno se llama ayer y el otro se llama mañana, así
que hoy es el día correcto para amar, creer, hacer y especialmente vivir ”. No
hay duda de que el amor y la vida son un conjunto perfecto para devolver el
coraje para enfrentar los momentos difíciles de la vida. También se verifica
que la carta a Hebreos 11.1 representa lo más valioso para vivir intensamente a
lo largo de nuestra vida: "La fe es la certeza de lo que aún se espera que
demuestre realidades que no se ven". Esto resume las preocupaciones
presentadas aquí en este artículo: negación, histerismo, pesimismo y optimismo.
Dios nos guarde de cualquier maldad como el discurso de esperanza y fe.
PALABRAS
CLAVE: Pandemia, negacionismo,
histerismo, pesimismo y optimismo.
INTRODUÇÃO
Diante de tantas situações das mais estressantes no mundo envolvendo as
mais diversas informações, e muitas delas contraditórias, a respeito da COVD
19, após tudo isso, não dá para se pensar que a “normalidade” (considerando de
como vivíamos antes), seja algo alcançável, pelo menos em curto prazo. O
assunto não é simplista e sim de uma complexidade inquietante. Aqui não trarei
um conhecimento científico do assunto, pois não é essa a intensão. Desejo fazer
uma reflexão mais analítica dos fatos, tomando como fundamento prioritário a
Bíblia Sagrada. Fundamentaremos nossos argumentos em alguns princípios
essenciais da Teologia bíblica e entre elas a fé que é um instrumento essencial
para todo cristão, principalmente nos momentos difíceis.
O nosso método usado para este artigo foi o bibliográfico analítico. Como
fundamentação teórica, entre outros recursos: foi usada a internet, Danai Lama
(1996), Friedrich Nietzche (1987), Jean Paul. (2003), Bartolomeu
Costa (2016) e a Bíblia.
O principal objetivo é oferecer um referencial bíblico
teológico como ferramenta de ajuda para esse momento de isolamento e
afastamento social. Pois o momento é bastante inquietante trazendo muitos
transtornos no seio da família, na convivência social e principalmente no meio
político. A igreja, como é de se esperar, está sendo afetada por tudo que está
acontecendo e isso deve nos constrange a apresentar algo que contribua como
auxilio para a reflexão de todos os leitores.
PANDEMIA:
numa perspectiva cristã
Diante do momento em que estamos
vivendo, não há nada mais importante como suporte de sustentáculo para o
cristão do que a fé. Mas não quero que ninguém intenda a fé como uma espécie de
amuleto e sim como fundamento essencial e indispensável para a vida de todos
nós. Pois desfrutar da fé deve ser uma constante para todos os cristãos. E isto
está embasado no que diz a Bíblia: [..] “sem fé é impossível agradar a Deus”
[...] (Hb 11.5). Quando não se pode crer que a fé seja útil para ser uma
atenuante para a melhora da vida, o que fazer? O pensamento filosófico materialista
e ateísta que não acredita na existe de Deus algum, nem dentro nem além do Universo
que para o ateísmo só o universo físico existe. Para Nietzche (1987) Paul
(2003) O Universo é auto sustentável. Eles Sempre procuram levar as
pessoas a terem um olhar depreciativo a respeito da fé e logo desvaloriza o pensamento
criacionista que tem como base central a fé. Pois para eles (materialistas
ateistas) o que importa é a ciência esvaziada de qualquer proposta que
comtemple o alhar mais atento sobre a crença do que o criacionismo apresento
sobre a pessoa de Deus. Nesta perspectiva, concebem a ideia levando a entender
que os fundamentos da fé não passam de um conhecimento empírico e assim não
merecendo crédito para agregar valores fundamentais e essenciais ao saber das
pessoas. Para esse pensamento toda fé é apenas algo sem fundamentação lógica e
não tem uma base fundamentada no conhecimento científico. E o conhecimento não sendo
científico, não tem valor. Parece que eles não lembram que todo conhecimento
científico começa por uma teoria. O que na verdade, esse tipo de comportamento
trás é uma crise existencial agravando cada vez mais esse momento. Gerando com
isso falta de perspectiva de vida. É muito importante se entender que toda
falta de perspectiva de vida gera crise. Então, quando não se tem a quem se
apegar, isso gera crise existencial, emocional e entre outras. As crises podem
vi de vários aspectos:
a)
O primeiro é
a crise do negacionismo.
O Negacionismo (do francês négationnisme)
é a escolha de negar a realidade como forma de escapar de uma verdade
desconfortável. Trata-se da recusa em aceitar uma realidade empiricamente
verificável, sendo essencialmente uma ação que não possui validação de um evento
ou experiência histórica. Para a ciência, o negacionismo é definido como a rejeição de
conceitos básicos, incontestáveis e apoiados por consenso científico em favor
de ideias tanto radicais quanto controversas. Foi proposto que as diversas
formas de negacionismo possuem o denominador comum da rejeição de evidências
maciças e a geração de controvérsia a partir de tentativas de negar que um
consenso exista.
O termo, negacionismo
do Holocausto costuma ser empregado para descrever
movimentos que negam a existência ou consistência de tais fatos. Enquanto negacionistas
climáticos foram usados para definirem aqueles que recusam
aceitar que uma mudança
climática está
em curso. Supõe-se que o negacionismo seja provocado por diversos motivos,
como crenças religiosas, proveito próprio ou como um mecanismo de defesa contra
pensamentos perturbadores.
O
propósito da utilização da palavra negacionismo
é controverso sendo criticada por supostamente representar um método polêmico
de suprimir pontos de vista alternativos. De forma similar, em uma discursão
sobre a importância do ceticismo, há posição contra a utilização do termo negacionista para descrever aqueles que
não acreditam na mudança climática, afirmando que isto traz à tona o espetáculo
de um fanático negando o holocausto. Também há quem seja contra ao termo
negacionismo alegando que é injustificável situar esta crença no mesmo nível
moral dos crimes nazistas contra a humanidade. Robert
Gallo et al. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Negacionismo
04/06/2020), no entanto, afirmando
que este negacionismo é similar ao negacionismo do Holocausto por definir
uma pseudociência que contradiz
um imenso conjunto de pesquisas. Logo verifica-se que as discussões e
controversas que pairavam sobre a questão da AIDS se desencadeiam sobre o momento
atual em relação a COVD 19. Não deixa de envolver discursão das mais diversas
para a temática e deixando tantos atacados neuroticamente.
O
nagacionismo contribui para um esvaziamento da pessoa e com esse comportamento só
se tem a possibilidade do mal. Qualquer um que use de bom senso perceberá que o
negacionismo não contribui de forma positiva para com ninguém. Mas esse é o
comportamento vivenciado por muitos nestes dias. Analisemos a manchete a
seguir:
AO VIVO | Últimas notícias
sobre o coronavírus e a crise política no Brasil e no mundo
OMS se desculpa por confusão em torno dos tratamentos com hidroxicloroquina.
Bolsonaro pede que polícia aja em protestos e chama ativistas de “maconheiros”.
MP e Defensoria Pública cobram do Rio estudo sobre o fim da quarentena. União
Europeia quer abrir fronteiras de países a partir de 1º de julho. As últimas
notícias da pandemia e seus desdobramentos, ao vivo (brasil.elpais.com/brasil/ 06/05/2020).
Em uma manchete como essa, onde está a real preocupação com o sofrimento
dos milhares infectados pelo COVID 19? O que se verifica é a insensatez,
intenção política e briga com uma plena intenção política de olho nas eleições
e principalmente a de presidente nestes próximos anos. Não se vê uma proposta
que contemple o sentimento humano, mas sim um bando de hipócritas medindo
forças e tentando ludibriar as massas, que, aliás, sempre pagam todas essas
desgraças.
Quando foi que alguém viu estes políticos se unirem em prol de uma causa
tão urgente como esta? Se realmente eles pensassem no outro como seu próximo,
não se brigaria tanto, principalmente em um momento como esse em que o mundo
geme com tanta aflição. Mas o que se observa é sempre alguém com um discurso
farisaico dizer que está preocupado com as pessoas menos favorecidas. Senão o
que dizer dos “piedosos” que agora estão ofertando até quarto de hotel para
moradores de rua. Por que não fizeram isso antes? Não venham com discursos
profanos dentro de um pressuposto ideológico de amor ao próximo... Não se pode
generalizar, mas não dar para não se indignar com tanta hipocrisia deslavada
nesse senário.
b)
O segundo é o
histerismo.
O histerismo, segundo o
dicionário online da língua portuguesa é: “substantivo
masculino. Falta de controle emocional, geralmente,
acompanhada por gritos ou gestos descontrolados. Nervosismo; excesso de
irritação, de exaltação”.
A
histeria, como se pode ver, do ponto de vista do emocional traz prejuízo e
desiquilíbrio ao sistema funcional da saúde humana. Tomando-se esse ponto de
vista, como mensurar os danos que trouxe esse COVID 19 a todas as pessoas
nestes dias? Sem dúvida precisamos de um olhar mais racional e equilibrado para
se reconstruir o nosso emocional e equilíbrio desejado diante de tudo isso.
Verifica-se que mais do nunca, precisa-se de algo que preencha o nosso ser e a
receita infalível é DEUS que nos completa satisfatoriamente neste tempo de desajuste
nos mais diversos aspectos da vida de todos os homens.
A histeria
consome o estado emocional das pessoas. O homem já provocou isto por tantas
vezes! Ainda não aprendeu? Isto nos angustia muito. Mas como pensa o homem
deste século sobre catástrofe como essa? A Bíblia apresenta o apóstolo Paulo
preocupado com o comportamento dos homens deste mundo: “E não vos amoldeis ao
sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes”
{...} (BKJ). Isto indica a necessidade de uma transformação no modo de pensar
dos homens deste mundo. Para Santos (2016 p 9), “uma mudança que troque o
egoísmo pela benevolência; a escolha da gratificação própria como o fim último
e supremo da vida pela escolha suprema última do máximo bem-estar de Deus...”.
De acordo com o pensamento grego (SANTOS
20216) a transformação do homem deve partir do psiquê, do modo de pensar. Pois
para que esse homem haja de modo diferente se faz necessário um novo modo de
pensar transformado pela a ação transformadora do principal agente influenciador
para as transformações de todo ser humano, que é o Pneuma hagio (Espírito
Santo). O homem sendo transformado apartir do modo de pensar, a luz da palavra
de Deus, encontrará recursos em meio tudo que está acontecendo e não permitirá
que a histeria se estabeleça sobre ele. A receita, portanto, é a transformação
feita pelo agente transformador, o Espírito Santo de Deus. (SANTOS 2016 P 4): “É entendido que uma atitude e disposição de
louvor, fé, alegria, esperança, amor e santidade é obra do Espírito Santo...”.
c)
O terceiro é
o pessimismo.
Pessimismo, segundo o dicionário online (2020), é o substantivo masculino. Tendência natural para ver tudo pelo pior lado;
quem tende a enxergar as coisas pelo lado desfavorável. [Filosofia] Arthur
Schopenhauer, 1788-1860. Doutrina de acordo com a qual o mal se sobressai ao
bem, sendo o comportamento individual tomado pelo conformismo, pelo escapismo
ou pelo imobilismo. Um jornalista pessimista, por exemplo, transmite as
notícias de tal forma que adoece a alma da sua audiência. Com essas pessoas não
se deve manter relacionamento de confiança.
Pelo menos no que diz respeito as notícias vinculadas por elas. Pois essas
são pessoas que só esperam o pior dos acontecimentos. Elas são de espírito
amargo.
Quando me referi acima, sobre
jornalistas pessimistas, tinha a intenção de me reportar ao que se pode ver com
muita frequência nesses dias de confinamentos. As notícias pessimistas são
veiculadas intencionalmente. As matérias repetidas incisivamente o tempo todo.
Elas têm como objetivo impactar a sua audiência através da televisão e os
outros meios de comunicação da mídia, levando muitos ao desespero psicológico e
emocional. Não se ver, pelo menos na maioria esmagadora das noticias a intenção
de suavizar o impacto sobre seus ouvintes. O que reforça a ideia de ser
intencional. E o objetivo destes maios de comunicações, não é outro, senão
obter resultado satisfatório de suas audiências sem se preocuparem com a saúde
de ninguém e hipocritamente, dizem-se preocupados como as pessoas e por isso
tentam justificar a histeria que eles provocam dizendo que querem manter as
pessoas bem informadas. Isso chega a ser desumano. Elas são pessoas pervertidos
de sentimentos humanos, quando na verdade estão preocupados em tirar proveito
da desgraça dos outros, são materialistas cruéis, sem Deus e não há
possibilidade, pelo menos, do ponto de vista coerente, de alguém sobreviver as
massacrantes investidas maldosas e desumanas que vem como enxurrada sobre todos
nós.
O pessimismo nunca foi e nunca será
uma arma que sirva para a construção emocional, psicológica e social de uma
sociedade. Deus sempre será o Ser que construirá e reconstruirá o ser humano de
todas as calamidades provocadas ou não pelo egoísmo do próprio ser humano. E
nesse contexto estão estes insensíveis pensamentos materialistas que são capazes
de qualquer coisa para imporem seus desejos insanos sobre os vulneráveis que
são a maioria da massa humana do nosso planeta. Diante de tudo isso não se pode deixar de atentar para
que tomemos uma contra propostas no combate a tais situações como estas
provocadas pelo pessimismo e a receita é o otimismo.
·
O otimismo.
Segundo o dicionário online (2020)
otimismo é:
Substantivo masculino e
feminino. Pessoa que busca enxergar
tudo pelo lado bom; quem não desiste diante de grandes problemas ou
adversidades. Quem tem esperança de que tudo pode melhorar futuramente. Adjetivo Que se refere ao otimismo; que enxerga tudo pelo lado
bom. Etimologia (origem da palavra otimista).
ótimo + ista.
Em outras palavras otimismo significa resultado da soma dos bens
que supera os males. Tendência a ver tudo do lado do bem; tendência daqueles
que se consideram satisfeitos com o atual estado de coisas. Tendo essa
concepção como forma ideal para uma definição de otimista, verifica-se que ser
otimista faz bem a saúde emocional, psicológica e social Quem não quer um
otimista ali por perto? Os que pensam e agem assim, mantem-se emocionalmente
satisfeitos. Mas é importante manter o equilíbrio, pois tudo que é em excesso
prejudica.
Então o que fazer em um momento como
esse? É ter uma boa ponta de otimismo que faz bem não só para a pessoa que
assim se mantem, mas também para aqueles que estão em torno daquela. Vale apena
meditar no que disse Lama (1996) que para ele só existe dos dias no ano que nada pode ser feito, um é chamado
de ontem e o outro é o amanhã. Portanto
diz ele que o hoje é o certo para se amar, acreditar, fazer e principalmente
viver. Isso é um pensamento filosófico, mas atitude como essa colocada em
pratica, faz bem para a alma. O próprio Deus deseja que se tenha coragem e
ânimo como forma de se manter o otimismo. Veja o exemplo de como Ele fala a
Josué após a partida de Moisés para a eternidade: “Sê forte e corajoso, pois farás este povo
herdar a terra que jurei dar a seus pais. Sim, sê forte e muito corajoso, e
cuida de agir segundo toda a lei que Moisés, meu servo, te prescreveu” {...}
(Js 1.6,7). Infelizmente não é isso que fazem os aproveitadores de momentos de
fragilidades emocionais e psicológicas como esse. Estes aproveitadores se
comportam exatamente ao contrário, fazendo uma politização de momentos de
calamidade humana, como se pode ver. Sem demostrar a menor sensibilidade,
trazem avalanches de notícias esmagadoras e impiedosas sobre todos, onde causam
danos psicológicos e emocionais traumáticos principalmente sobre os menos
informados ou esclarecidos, matando as últimas esperanças. É ai que se ver, com
mais clareza, a importância da mensagem bíblica como combustível para manter a
esperança das pessoas viva. Isso é possível? Sim. Quando se tem uma vocação
pautada e fundamentada na fé. Pois esta mantem o cristão convicto no sentido
MACRO da Palavra de Deus, a Bíblia. Dessa forma alguém pode se manter otimista
em dias maus como estes. A fé pode ser um bom combustível para o momento.
·
A fé como é
receita para esse momento.
De acordo com a enciclopédia livre
(2020) {do Latim fide},
é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar
como sendo uma verdade sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou
fonte de transmissão.
Partindo-se desse ponto de vista,
podemos entender que a fé acompanha absoluta certeza contrapondo a dúvida pelo antagonismo inerente à natureza destes fenômenos
psicológicos e da lógica conceitual, ou seja, é impossível duvidar e
ter fé ao mesmo tempo. A fé se relaciona semanticamente com os verbos crer, acreditar, confiar e apostar,
embora estes três últimos não necessariamente, exprimam o sentimento de fé,
posto que eles podem trazer dúvidas parciais como reconhecimento de um possível
engano. Mas a relação da fé com os outros verbos consiste em
nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, por uma hipótese a qual se acredita, ou confia,
ou aposta ser verdade. É bom que se entenda o seguinte: se uma
pessoa acredita, confia ou aposta em
algo, não significa necessariamente que ela tenha fé. Diante dessas
considerações, embora não se observe oposição entre crença e racionalidade,
como muitos parecem pensar, deve-se atentar para o fato de que tal oposição é
real no caso da fé, principalmente no que diz respeito às suas implicações no
processo de aquisição de conhecimento, que pode ser resumida como oposição direta
à dúvida e ao importante papel que essa desempenha na
aprendizagem. É possível manter um sentimento de fé, em relação a uma pessoa,
um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras,
um paradigma popular
social e historicamente instituído, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. Tal sentimento não se sustenta em evidências,
provas ou entendimento racional (ainda que este último critério seja amplamente
discutido dentro da epistemologia e possa se refletir
em sofismos ou falácias que o justifiquem de modo ilusório) e,
portanto, alegações baseadas em fé não são reconhecidas pela comunidade
científica como
parâmetro legítimo de reconhecimento ou avaliação da verdade de um postulado. A fé é geralmente associada
a experiências pessoais e herança cultural podendo ser compartilhada com outros
através de relatos, principalmente (mas não exclusivamente) no contexto religioso. E usada frequentemente como justificativa para a
própria crença em que se tem fé, o que caracteriza raciocínio
circular.
A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais (tais como reconforto em momentos de aflição
desprovidos de sinais de futura melhora, relacionando-se com esperança) e a motivos considerados moralmente nobres ou
pessoais egoístas. Pode estar
direcionada a alguma razão específica (que a justifique) ou mesmo existir sem
razão definida. E como mencionado anteriormente, também não carece
absolutamente de qualquer tipo de argumento racional. Aqui não se quer
confundir com o postulado da fé bíblica onde se apresenta dessa forma: “A fé
é a certeza daquilo que ainda se espera a demonstração de realidades que não se
vêem” (Hb 11.1). Pois esta afirmação não gera dúvida, não está esvaziada da
questão psíquica, pelo contrário, para alguém crer no que não se está vendo e
ter a convicção das coisas que se esperam, deve-se usar com mais ênfase a
razão. E isso por si só já é o suficiente para se entender que Deus não quer
nos fazer alguém que seja crente em algo sem consistência e aleatório, pelo
contrário, o nosso psiquê é exigido constantemente. Essa ação nos leva a
reflexões pautadas no que se tem de mais sagrado que é a Palavra de Deus, a
Bíblia. Não se pode negar que a Bíblia é também resultado da religião. É claro
que aqui tenho em vista a verdadeira religião no sentido de Tiago 1.27: “A
religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as
viúvas nas suas tribulações, e guarda-se da corrupção do mundo”.
Tomando-se o sentido da origem da
palavra latina religare, como
contribuição para o assunto de fé, ligando isso a alguém e no nosso caso, a
Deus, justifica-se a observação do que diz Lama (1996) sobre a ética. Para ele
a ética é mais importante que a religião. Mas isso só tem relevância se olhado
fora de consideração bíblica. Pois quando olhado pela perspectiva da epístola
de Tiago, a ética se fundamenta na própria religião, no exemplo citado acima.
Cuidar das pessoas em suas
dificuldades é uma ação importante e esta está pautada no padrão ético. E foi
exatamente isto que Tiago definiu como religião pura, dando a entender que nem
todas as religiões são puras ou verdadeiras.
CONSIDERAÇÕES
Diante
de exposto, verifica-se que em sua essência, vale apena o uso do bem senso em
todos os momentos de nossas vidas. O que não deve ser diferente para este em
que estamos passando. De tudo que foi ditos até aqui, verifica-se que a razão
mais coerente e palpável é o uso reflexivo da Palavra de Deus como fundamento
equilibrado para nosso sistema de vida: psicológico, emocional e social.
O excesso em qualquer instância não
soma e sim subtrai sempre. Pois tira o brilho da vida e a vontade de se viver.
Como disse Lama no que foi acima citado, “só existe dos
dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama
amanhã, portanto hoje é o ia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente
viver”. Não resta dúvida que o amor e a vida são um conjunto perfeito para
devolver o ânimo e a tomada do rumo nos momentos atônitos da própria vida.
Verifica-se também que a epístola aos
hebreus 11.1, acima citado, representa o que se tem de mais precioso para se
viver intensamente durante toda a nossa viva: “A fé
é a certeza daquilo que ainda se espera a demonstração de realidades que não se
vêem”. Isso resume as inquietações apresentadas aqui nesse artigo: negacionismo,
histerismo, pessimismo e otimismo. Deus nos guarde de qualquer males como a
falte de esperança e fé.
REFERÊNCIAS
https://pt.wikipedia.org/wiki/Negacionismo
04/06/2020.
https://www.dicio.com.br/histerismo/ 22/06/2020
LAMA, Dalai. A arte da felicidade: Um manual para a vida. Martins Fontes 1996
NIETZSCHE,
Friedrich Wilhelm, 1844 – 1900. Obras incompletas. São Paulo. Nova Cultural, 1987.
DURAND, Jean Paul. Instituições
Religiosas: Judaísmo, Catolicismo, islamismo e Igrejas saídas da Reforma.
Paulinas, São Paulo 2003.
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João Ferreira de. A Bíblia Sagrada.
Revista corrigida no Brasil. Sociedade bíblica do Brasil. São Paulo 1998.
JAMES, King.
Bíblia Sagrada atualizada. Sociedade
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SANTOS, Bartolomeu
Costa dos. O Espírito Santo e a
inimizade contra Deus, regeneração e santificação. Apostila. Teresina, 2016
SNATOS, Bartolomeu
Costa dos. Atributos essências do
Espírito Santo. Apostila. Teresina
PI, 2016
https://www.dicio.com.br/otimista/ 22/06/2020
https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9 22/06/2020.
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